
AP 4 - Na “Biodiversidade Animal” da nossa cidade, dentro da sua grande variedade, existe um animal muito simpático, que nos dias quentes da Primavera nos oferece em tons variados e muito audíveis, uma opereta gratuita.
Pode ser vista no nosso Parque do Rio Ul nos charcos e lagos permanentes ou temporários, de água doce. É uma rã de tamanho medio a grande, corpo esguio e pernas longas, podendo as fêmeas, que são em geral mais corpulentas que os machos, alcançar os 11 cm de comprimento. Apresenta uma coloração verde a acastanhada, muito variável entre indivíduos, com manchas negras, mas com uma linha vertebral verde mais clara e sem a característica mancha temporal das rãs cinzentas. A região ventral é de coloração cinzento-esbranquiçada. O tímpano é conspícuo e as pregas glandulares dorso-laterais são moderadamente desenvolvidas, de coloração acastanhada. Apresenta quatro dedos nas extremidades anteriores e cinco nas posteriores, unidos por membranas interdigitais muito desenvolvidas. A pupila ocular é horizontal. Os machos apresentam sacos de coloração acinzentada nas comissuras da boca. Alimentam-se essencialmente de insetos. O período reprodutor abarca o período que vai de Abril a Julho, ocorrendo principalmente em massas de água permanentes. As fêmeas podem desovar entre 2.000 e 7.000 ovos por estação reprodutiva, com uma média de 2.300, que aderem à vegetação e ao substrato, mas que também podem por vezes ser encontrados a flutuar na água. Emergem do ovo em cinco a oito dias e a metamorfose começa decorridas oito a doze semanas, embora alguns girinos possam passar o inverno nesse estado. A perda de habitat, especialmente por secagem de massas de água, construção e edificação e a excessiva contaminação das águas, são ameaças que começam a suscitar preocupação, com a sua diminuição evidente.
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