
O ATOS, uma iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II e da Fundação Calouste Gulbenkian, continua a estar presente em todo o país com novas ações destinadas a envolver as comunidades. Este ano, o programa pretende capacitar 25 microprojetos locais, selecionados por convocatória aberta em cada um dos municípios parceiros. Foi na Casa da Criatividade, na passada terça-feira, que foram apresentados os cinco microprojectos do grupo de participantes do ATOS de São João da Madeira.
Além da própria Casa da Criatividade, representada por Gisela Borges e Joana Galhano, Luís Sousa Ferreira, do Teatro Nacional D. Maria II, e Narcisa Costa, da Fundação Calouste Gulbenkian, ouviram atentamente cada um dos cinco microprojectos apresentados pelo grupo de participantes do ATOS de São João da Madeira. Com a mentoria do coletivo artístico Burilar, estes mesmos microprojectos tornar-se-ão, até ao final do ano, “um novo ato no tecido cultural” da região.
O primeiro microprojeto, «Ouça-se», de Artur Perestrelo, trata-se de um percurso sonoro que terá lugar na rua A do Orreiro, às 14h00 do dia oito de novembro. O objetivo desta experiência imersiva passa por “dar voz ao bairro do Orreiro”, “das conversas de café aos contentores de lixo, das brincadeiras de crianças à vida animal, dos sons motorizados à Capoeira”, de modo a “valorizar a comunidade local”. A 22 de novembro, às 18h00, será realizada a partilha do microprojeto «O que é o tacho?», de Mariana Salgueiro Rocha e Miguel Almeida, no Espaço Vida – Habitar S. João, em que a “história e a receita da vida das pessoas” são tornadas públicas. Os encontros, realizados nas próprias casas de famílias migrantes, são registados com ilustração ao vivo, a cargo de Sofia Neto.
No dia 26 de novembro, por volta das 18h00, é a vez da leitura partilhada «Ponto de Vista(s)», de Cátia Cardoso, Daniela Silva e Maria João Leite, microprojeto este que decorrerá na Viarco, com o texto «Casa Portuguesa», de Pedro Penim, que será alvo de uma “reflexão coletiva”. O mote do microprojeto – “a junção de vários pontos de vista contribui para uma visão coletiva e partilhada” – alastra-se às outras sessões, que decorrem a 29 de outubro na Oliva Creative Factory, às 21h00, bem como a 12 de novembro, no Espaço Acontece (Parrinho), às 18h30.
Já o penúltimo microprojeto, «Cruzamentos», de Santiago Mateus e Sofia Soares, ocorre a 5 de dezembro, com um horário ainda por anunciar. Esta atividade promove “encontros improváveis” entre pessoas de São João da Madeira com “diferentes idades, histórias e geografias”, que se cruzam diariamente na cidade, mas que “ainda não tiveram oportunidade de estabelecer relações”. Por último, o microprojeto «Sons do Desassossego», é um documentário que será apresentado a 13 de dezembro, às 17h00, na Sala Ecos Urbanos, na Oliva Creative Factory. Com a produção do Coletivo Desassossego, ZALDA, este projeto começou pelo interesse comum de um grupo de amigos pela criação audiovisual, unindo “a moda e a música através da expressão de artistas emergentes”.
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