Terreno da antiga Polícia à procura de investidor

Terreno da antiga Polícia à procura de investidor

A Câmara de S. João da Madeira está à procura de um investidor interessado em comprar as quatro parcelas do terreno da antiga Polícia, na Rua João de Deus, e aí construir um imóvel com um espaço verde à face da estrada. O objetivo é resolver um problema urbanístico que se estende há anos com esse terreno ao abandono no coração da cidade.

Há muito que está projetada a construção de um imóvel com um espaço verde à face da estrada para os terrenos da antiga Polícia, na Rua João de Deus, em S. João da Madeira. O problema de ter um terreno ao abandono em pleno centro da cidade estende-se há anos e a Autarquia aprovou, na última reunião do Executivo, a abertura de um procedimento para que algum interessado possa comprar as quatro parcelas disponíveis aos seus proprietários e executar o plano previsto.
“O que está projetado é a construção de um edifício único com um jardim à face da estrada”, explica o presidente da Câmara, Jorge Sequeira, que revela que o projeto é da autoria do arquiteto Eduardo Souto de Moura.
Mas o velho problema é a falta de entendimento entre os propritérios: “Esses terrenos pertencem a quatro proprietários e para que o plano se execute ou um deles compra as parcelas aos outros e executa a obra, ou os quatro se põem de acordo e fazem a obra. O que é verdade é que nenhuma das hipóteses se concretizou”, adiantou o edil na última reunião do Executivo.
O Município reuniu com cada um dos proprietários e com todos ao mesmo tempo “para tentar resolver a questão, mas não foi possível um entendimento”. Sequeira defende que “temos uma ferida aberta no coração da cidade, numa zona nobre do território, importantíssima a nível urbanístico, estético e paisagístico do centro” e que está “há muitos anos sem qualquer solução”. Neste sentido, a Autarquia recorreu a instrumentos camarários que lhe permitem resolver o problema.
“O que está em causa é abrir um procedimento para delimitar uma unidade de execução e lançar uma operação que coloque no mercado o terreno de modo a que surja algum interessado para comprar essas quatro parcelas ao seu preço justo, pagando obviamente aos proprietários, e executar o plano”, explicou o autarca, que acrescentou que “os próprios proprietários estão insatisfeitos com o impasse que existe”.
Ainda assim, há um plano B: “Se verificarmos que não há nenhum interessado em executar o plano, depois, então, a Câmara terá que tomar outras opções. Mas a primeira etapa deve ser esta”. A Câmara acredita que “um imóvel ali para habitação será profundamente interessante” para concluir a revitalização do centro cívico.
A Oposição reconheceu que este “é de facto um problema urbanístico” e concordou com a solução encontrada. O vereador do PSD/CDS, Paulo Cavaleiro, defende que o plano de Souto de Mouta permitirá organizar aquele espaço. “Achamos importante que, não conseguindo os proprietários chegar a um entendimento, consiga a Câmara resolver o problema. Resolve-se, por um lado, um problema de habitação de qualidade na cidade e também um problema urbanístico”, sustentou. A proposta da Autarquia foi aprovada por unanimidade.

Catarina Silva

2 Responses to Terreno da antiga Polícia à procura de investidor

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.