“Temos uma programação cultural única na nossa região para 2019”

“Temos uma programação cultural única na nossa região para 2019”

Uma programação “rica e fascinante” é aquela que a Autarquia de S. João da Madeira traçou para o Museu da Chapelaria, Museu do Calçado e Centro de Arte da Oliva. A juntar a tudo isto, pretende recolher histórias sobre sapatos, que marcaram a vida dos sanjoanenses para, depois, ser apresentado numa aplicação interativa disponível no Museu do Calçado.

“São três instituições de relevo no panorama cultural internacional”, com a programação para 2019, “bastante rica e muito fascinante”, deu conta Jorge Vultos Sequeira, presidente da Câmara de S. João da Madeira, durante a apresentação da programação 2019 do Museu da Chapelaria, Museu do Calçado e Centro de Arte da Oliva, que decorreu na passada quarta-feira, dia 13, nesta última estrutura cultural da cidade.
O autarca falou das várias orientações e estratégias que representam uma continuidade do trabalho desenvolvido para este ano nestes três equipamentos culturais municipais de grande referência, com características que os diferenciam no panorama nacional. “Os nossos museus são instituições vivas, atentas ao que se passa na sociedade, e que utilizam os seus conteúdos programáticos para entrar em contato com diversos públicos”, garantindo que “criadores de todo o mundo passam e estão de cabeça e pés em S. João da Madeira”.
No decorrer de 2019, os dois museus da cidade vão dar continuidade ao seu ciclo expositivo «Criar entre Mundos da Cabeça aos Pés», trazendo à luz as diferentes expressões e universos criativos que caracterizam a obra de cada um dos designers-artistas convidados.
“Já tivemos em S. João da Madeira artistas de vários países e os nossos museus levam-nos a todos os cantos do mundo e trazem à nossa cidade aqueles que, na atualidade, melhor interpretam o chapéu e calçado”.
Além das exposições, a autarquia vai manter a “política” de manter o contacto “desses criadores com os jovens empreendedores de S. João da Madeira nestas duas áreas industriais”.
Quanto à programação, o autarca classificou-a como “rica e fascinante”. A vasta programação arranca na próxima sexta-feira, dia 15, com a exposição Contra a Abstracção, que estará patente até dia 2 de Junho de 2019. Organizada a partir das obras da Coleção da Caixa Geral de Depósitos, estrutura-se em torno de um dos principais conceitos da História de Arte: o abstrato. “Creio que os sanjoanenses vão ficar surpreendidos com esta exposição, que está neste momento em montagem, pois a mesma é fascinante e marca sem dúvida este ano cultural na cidade”.
Jorge Sequeira assumiu ainda que a “arte vai voltar a estar na rua”, um projeto que nasceu em 2018 e que levou até diversos espaços públicos várias exposições. “Esse movimento de aproximação da coleção às pessoas vai continuar e creio que vai ser um ano muito rico”, pois “temos, para 2019, uma programação cultural única na nossa região e, neste momento, estamos a dar passos para que S. João da Madeira seja uma cidade da cultura”, enfatizou o autarca.

Câmara quer recolher histórias sobre sapatos

A autarquia pretende ainda recolher histórias sobre sapatos que marcaram a vida de muitos sanjoanenses para as apresentar numa aplicação interativa disponível no Museu do Calçado.
Com o projeto intitulado «Se os seus sapatos falassem, que histórias contariam?», o Município pretende valorizar o papel do calçado na região, que “guarda muitas histórias”.
O Museu do Calçado receberá em 2019 duas exposições de designers de referência internacional, que se apresentam pela primeira vez em Portugal. Trata-se do japonês Kei Kagami, cuja obra «Sem Limites» estará patente ao público entre 18 de maio e 29 de setembro, e o grego Costa Magarakis, que, trará a S. João da Madeira «(Im)Possibilidades Fantásticas», para ver entre 11 de outubro e 3 de março de 2020.
Entre as várias atividades apresentadas no Centro de Arte da Oliva, destacam-se, de 18 de Maio a 29 de Setembro, as Exposições Temporárias no Museu da Chapelaria – Narrativas Visuais em Araceli. Já no Museu do Calçado, nas mesmas datas, estará patente Kei Kagami, com Sem Limites.
De 13 de Agosto a 26 de Janeiro de 2020, todas as atenções vão estar direcionadas para o Museu da Chapelaria, que albergará a exposição «Os Chapéus Sanjoanenses», que dará a conhecerá, ao longo do século XX, que muitas foram as empresas de chapelaria que se instalaram nesta cidade, produzindo, para vários cantos do mundo, centenas de chapéus de feltro, palha e pano. Trata-se de uma exposição dedicada “inteiramente” aos chapéus produzidos na cidade, e apresentará ao público alguns dos mais emblemáticos modelos criados pelas “laboriosas e talentosas mãos dos chapeleiros sanjoanenses”.
Da vasta programação, destaca-se ainda a realização de mesas redondas destinadas a designers de moda, calçado, chapéus figurinismo, profissionais do sector, empresários das indústrias criativas e público em geral. Estão ainda agendados vários Workshops, que visam o desenvolvimento de competências e a promoção da capacidade criativa dos seus públicos.

“Este será o ano do Centro de Arte da Oliva”

Quanto ao “novo e renovado” Centro de Arte da Oliva, o edil explicou que existe uma “ransformação do nome e da identidade visual do antigo Núcleo de Arte da Oliva”. Trata-se de uma opção “estratégica” do Município, que visa “valorizar este equipamento, colocá-lo no mapa e mais atraente” e assegura que “este será o ano do Centro de Arte da Oliva” e da sua “nova imagem”.
Neste espaço, estão acessíveis ao público dois acervos de arte de “rara qualidade e diversidade” – as coleções «Norlinda e José Lima», de arte contemporânea, e «Treger/Saint Silvestre», de arte bruta e artes marginais em geral.

António Gomes Costa

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