Sociedade

UNIR, “uma nova forma de mobilidade” ainda por cumprir

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A operação da UNIR melhorou, mas há ainda “muitas falhas para corrigir”. A nova rede de transportes da Área Metropolitana do Porto entrou em vigor há quase meio ano e continua a suscitar críticas. Há ainda horários por publicar, linhas com falhas.

Quase seis meses após o arranque da UNIR, as críticas à nova rede de transportes da Área Metropolitana do Porto (AMP) persistem.
Prometia ser “uma nova forma de mobilidade” com “mais linhas, mais horários, mais cobertura, mais conforto e mais amiga do ambiente”, mas o anunciado está ainda longe de se traduzir no terreno.
No Centro Coordenador de Transportes, as críticas são constantes. “Há gente a perguntar pelos horários nas paragens quase todos os dias”, afirma Maria José. Usa os transportes com frequência, acha que o serviço está melhor desde que arrancou, mas ainda muito aquém do prometido. “Há horários que não estão publicados, autocarros que não passam, ou que passam antes ou depois da hora”, enumera. “É uma confusão, desde que a UNIR tomou conta disto ninguém se entende”, completa outro utente. Maria José concorda. “Não há horários nas paragens e ainda há autocarros velhos a circular”, afirma, lembrando que vem aí o verão. “Os autocarros vão muitas vezes lotados. Nem todos têm ar condicionado. Como vai ser? Não tinham prometido autocarros novos? Já passaram seis meses”, desabafa.
João Pinho poucas críticas faz ao serviço nos dias de hoje, por considerar que há melhorias visíveis face ao primeiro mês da operação.
Não sente “grandes transtornos” no dia a dia, mas tem uma coisa a apontar. “Falta uma bilheteira aqui como havia antes com a Transdev. Não temos um sítio onde nos dirigir para tirar dúvidas, pedir informações. Para as pessoas mais velhas é ainda mais difícil”, afirma.
Desde o início da rede UNIR, a antiga bilheteira está encerrada, mas há perspectivas que volte a abrir. Para suprimir essa falha, a Câmara Municipal tem, desde março, um posto de atendimento no Fórum Municipal onde é possível adquirir ou renovar o Andante. Questionada pelo jornal “O Regional”, o presidente da Câmara Municipal afirma que a autarquia quer que um posto seja também instalado no CCT. “É intenção da Câmara propor ao novo concessionário a assinatura de um protocolo para que, logo que a UNIR tenha as suas instalações prontas no CCT, seja aí criado um posto de venda do Andante”, adianta Jorge Sequeira.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3990, de 30 de maio de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/

 

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