Sociedade

Trabalhadores já receberam carta para o subsídio de desemprego

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Os cerca de 100 trabalhadores da Siaco já receberam os documentos para poderem aceder ao subsídio de desemprego, depois de se terem manifestado junto das instalações, onde reivindicavam por esta documentação.

Pouco mais de uma semana após o encerramento da Siaco, empresa de componentes para calçado, em S. João da Madeira, fundada em 1963, os cerca de 100 trabalhadores da fábrica receberam, na última quinta-feira, dia 9, a carta para o subsídio de desemprego que foi entregue pela administradora de insolvência nomeada, Maria Clarisse Barros, depois destes se terem manifestado junto das instalações, onde reclamavam a entrega das referidas cartas, que ainda não tinham sido entregues.
A coordenadora do Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio do Calçado, Malas e Afins (SNPICCMA) garantiu a ‘O Regional’ que “todo” o processo decorreu “muito rápido” no Tribunal do Trabalho, em Oliveira de Azeméis. “Apresentaram, dia seis, a insolvência ao final do dia. No dia seguinte, a sentença já era conhecida, o tribunal aceitou o nome indicado pela empresa para ser a administradora de insolvência. Não consigo perceber esta rapidez. Isto nunca nos tinha acontecido”, até porque a administradora, na quinta-feira, já conhecia todo o processo, tinha os documentos todos prontos, já tinha analisado o processo, a contabilidade”.

“Trabalhadores têm que seguir a vida deles”

Fernanda Moreira garantiu que os trabalhadores apenas acusam a admiração de “não terem sido respeitados e bem tratados neste processo”, uma vez que “comunicaram o encerramento a uns, e outros foram apanhados de surpresa. Estão muito sentidos”, garante esta responsável sindical referindo que “os trabalhadores têm que seguir a vida deles de outra forma”.
Contactada pelo ‘O Regional’, Maria Clarisse Barros não se mostrou disponível para prestar declarações.
Segundo apurámos junto de um jurista, apesar da empresa se ter declarado insolvente pelo Tribunal do Trabalho de Oliveira de Azeméis, os trabalhadores estão sempre protegidos, porque é possível e permitido que os trabalhadores possam requerer o Fundo de Garantia Salarial (FGS). Explicou tratar-se de um fundo que é gerido pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, que tem como principal objetivo assegurar o pagamento de créditos resultantes do contrato de trabalho ou da sua cessação, quando as empresas deixam de ter condições de pagar ao trabalhador, porque estão em insolvência ou pela situação económica não permitir o pagamento dos salários.
Recorde-se que, no início deste mês, os trabalhadores da Siaco foram “apanhados de surpresa”, quando chegaram à fábrica e se depararam com as portas fechadas. Asseguram que a empresa não tem salários em atraso, e aquilo que está em dívida para com os trabalhadores são “apenas” os primeiros dias do corrente mês de fevereiro, desconhecendo os motivos para o encerramento, uma vez que “nunca faltaram encomendas”.

 

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