Sociedade

Sem Máscara, 53 - Rosa Cardoso foi a primeira a dar formação no Centro de Emprego de arte Floral 

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Sem prolemas em aprender e ser polivalente, hoje, a menina de Castelo de Paiva, oriunda de uma família humilde, que chegou a S. João da Madeira com 17 anos, sabe valorizar cada esforço feito para trilhar o seu caminho.

A paixão pelas flores nasceu com o tempo, mas antes disso temos de fazer uma viagem à meninice, para entender de que fibra é feita Rosa Cardoso, proprietária da Casa Orquídea Florista, que abriu portas há 45 anos na cidade, e é, atualmente, uma referência a nível nacional e internacional, que já conquistou vários prémios.
Natural de Castelo de Paiva, veio sem qualquer experiência, com 17 anos, procurar um futuro melhor num supermercado do “senhor Henriques”. Natural da freguesia da Raiva, o pai não queria a família separada. “O engenheiro Rui Moreira disse ao meu pai, para trazer toda a família. Seis filhos”, e isso aconteceu dia quatro de agosto, há 54 anos. Chegados a estas novas terras,  o seu pai foi para a empresa de colchões Molaflex. “Eu e a minha irmã fomos para o supermercado, sem qualquer experiência. Depois de uma década, aprendi a trabalhar em todos os sectores. A esposa do senhor Henrique foi uma grande mestra para nós”, conta.  Parece uma história simples, mas não foi. A migração foi dura, para Rosa Cardoso, onde a força de vontade teve que falar sempre mais alto, pois vinham de uma família muito unida, que criaram animais, para terem alguma fartura.
Quando chegaram a S. João da Madeira, todos entregávamos o dinheiro em casa. E depois a mãe repartia pelos filhos que iam juntando”. Revela que as mulheres da sua vida tinham muito jeito com a arte, saída das próprias mãos, a avó era modista, a mãe era doméstica de mão cheia, como poucas, a manter as casas dos patrões de forma irrepreensível. “E, talvez delas, eu tenha herdado o engenho, pois comprei uma casa de Flores, mas não era para ter flores. Era para vender fruta. Continuei com as flores. Só que descobri que a fruta e flores não se entendem. Os cravos, se ficassem fechados com a fruta murchavam. São seres vivos e não resistem ”. Mais tarde, comprou uma passagem de uma casa com vinhos, com ajuda de créditos. E, passo a passo, e degrau a degrau, foi percebendo o caminho para a estabilidade. Era nesta altura uma loja de tudo. E, depois foi percebendo que as flores lhe chamavam de alguma maneira e de forma especial, “embora não me apercebesse disso”.

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