Saúde

Sintomas gripais “entopem” atendimento na urgência

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Os últimos dias têm sido marcados pela grande afluência de doentes às urgências dos hospitais. O CHEDV, entidade que agrega as unidades hospitalares de S. João da Madeira e de Oliveira de Azeméis, por exemplo, há muito que não recebia tantos doentes.

O vírus da gripe está a preocupar os sanjoanenses, que têm enchido nos últimos dias a urgência do hospital local e o Centro de Saúde devido à “elevada” atividade gripal, nomeadamente gripe A, e outras infeções respiratórias.
Por exemplo, o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) recebeu, na última sexta-feira, dia 29, cerca de 900 doentes no serviço de Urgência no Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, e ainda nas unidades de S. João da Madeira e de Oliveira de Azeméis. Deste número de doentes atendidos na urgência do centro hospitalar, 650 foram em Santa Maria da Feira, 124 em Oliveira de Azeméis e 143 em S. João da Madeira.
Fernando Ribeiro esperava pela esposa, que chegou antes das 8 da manhã ao Serviço de Urgência do Hospital de S. João da Madeira, na última terça-feira, dia 2, e só saiu cerca das 11:00 horas. “A triagem demorou algum tempo, mas o atendimento foi muito demorado. Esperou cerca de duas horas. Dizem que são apenas dois médicos de serviço para tanta gente. Não se percebe”, desabafa. Fernando explica que esteve a adiar a vinda da esposa ao serviço de urgência. Ligou para o Centro de Saúde, “mas ninguém me atendeu” e a Saúde 24 sugeriu a deslocação ao hospital devido “à insuficiência respiratória e febre que se arrastava há dias”.
Segundo apurámos junto de fonte do Centro Hospitalar, a afluência de utentes a este serviço de Urgência tem sido muita desde o final do ano. “Em média, estão a ser atendidos cerca de 185 doentes na urgência de S. João da Madeira”. Os casos na sua maioria são de gripe A. “Não se tem verificado acidentes de viação ou trabalho”. Quanto ao tempo de espera, “tem sido de longas horas em todo o Centro Hospitalar”, refere a nossa fonte.
A afluência aos serviços de urgência nesse dia esteve complicada, com a grande afluência de muitos doentes que ali chegavam com casos de gripe A e de outras infeções respiratórias. A mesma fonte revela que está prevista uma vaga de frio para as primeiras semanas de janeiro, e “provavelmente nessa altura poderemos ter mais constrangimentos nas urgências”, adverte.
A descida das temperaturas parece ter apanhado muitos portugueses desprevenidos e trouxe como consequência a gripe e uma maior afluência aos centros de saúde e hospitais nos últimos dias. Febre, dor no corpo, dor de cabeça, tosse, espirros são os sinais de uma possível gripe.
Foram estes os sintomas que muitos sentiram nesta quadra festiva, na qual se registou um aumento do número de pessoas que recorreram ao Serviço Nacional de Saúde. “Temos conseguido dar resposta a todos os casos que chegam a esta urgência com mais ou menos tempo de espera”, garante ainda a mesma fonte.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3969, de 4 de janeiro ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/

 

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