Sociedade

S. João da Madeira vai ter três apartamentos de autonomização

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A cidade vai ter três apartamentos de autonomização, mas o objetivo é “fazer a festa ao contrário” e trabalhar para que essas estruturas deixem de ser necessárias.

Foram assinados, ontem (quarta-feira, 27), contratos de comodato entre o munícipio de S. João da Madeira e a Santa Casa da Misericórdia, bem como o protocolo de compromisso de prestação de serviços de apoio, acompanhamento social e alojamento em apartamento partilhado entre o Instituto da Segurança Social e a Santa Casa.
O Presidente da Câmara, Jorge Sequeira, deu nota de que há três apartamentos “afetos a políticas humanísticas” para refugiados e lembrou que o primeiro apartamento de autonomização resultou da assinatura de um contrato com a Santa Casa, em 2019, tratando-se de um T4 para homens, cedido pela Câmara e gerido pela Misericórdia. Segundo o autarca, o T4 já acolheu oito homens, dois dos quais já são arrendatários da Habitar, encontrando-se lá, neste momento, três pessoas, que são acompanhadas pelo Trilho.
Sequeira remeteu ainda para uma candidatura a fundos comunitários com vista a um apartamento para mulheres, que está na senda das assinaturas desta semana. “Vamos ter três apartamentos de autonomização para a população sem-abrigo”, disse, considerando que é “uma resposta muito robusta”, que vai ajudar as pessoas a resolver problemas ligados à saúde mental e dependências. O financiamento conseguido permitiu, além de mobilar os apartamentos, contratar um psicólogo que, há três meses, acompanha essas pessoas.
“O nosso desejo é um dia fazermos aqui uma festa ao contrário”, vincou o chefe do executivo, desejando que todos os problemas sejam resolvidos e os apartamentos deixem de ser necessários.
Uma ideia que foi corroborada pelo diretor do centro distrital da Segurança Social de Aveiro, Fernando Mendonça, que, agradecendo o trabalho de todas as partes envolvidas, deu nota de que a comparticipação pode chegar a quatro mil e 600 euros mensais.
“Não nos interessa avançar se ao lado há quem não tenha o mínimo de condições para comer e habitar”, disse Francisco Lopes Nelson, vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia, frisando o dever da sociedade de ajudar a “traduzir em vida normal” as dificuldades dos cidadãos. E, concluiu, “um dever não se discute, deve-se fazer”.

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