Sociedade

Rostos sem Máscara - 63 - “A Concha Doce foi lugar onde muitos conheceram a sua mulher”

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Com uma história de vida marcada pelo trabalho proativo, Manuel Alves foi o primeiro elemento da sua família a frequentar a escola, tendo começado a trabalhar assim que terminou a quarta classe, aos 11 anos, numa mercearia

Oriundo de Amarante mas de coração e alma sanjoanense, Manuel Alves, de 77 anos, é proprietário, desde 1988, da Concha Doce em S. João da Madeira, confeitaria mais antiga do município, onde exerce funções há 59 anos.
Desde então, o empresário percorreu um longo caminho entre várias cidades do país desde Vizela, Matosinhos e Porto, “queria sempre mais e melhor, subir na carreira e nunca parar”, até se estabelecer na Concha Doce, confeitaria que foi pioneira em abrir portas às mulheres em 1962, numa altura em que era pouco comum o sexo feminino frequentar cafés.
Localizada na Praça Luís Ribeiro, que era conhecida como o centro de diversão de S. João da Madeira, a Concha Doce foi um lugar importante para socializar, encontrar namoradas e, para muitos sanjoanenses, até encontrar o amor da sua vida. “A cidade era um mundo e a Praça era considerada o picadeiro do município, onde havia seis pessoas a engraxar sapatos. Aos domingos tínhamos sempre três indivíduos a vender gravatas. Era onde se vinha mostrar o carro novo e onde se vinha arranjar namoradas. A Concha Doce foi lugar onde muitos conheceram a sua mulher”, relembra o proprietário, Manuel Alves, o tempo em que a estrada nacional Porto-Lisboa passava pelo centro desta praça e onde o comércio da cidade mais prosperava

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