Sociedade

Rostos sem Máscara - 46 - “Não fui eu que escolhi a profissão. Foi ela que me escolheu”

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Trabalhar num call center não é para todos. Mas Alda Caetano tem características únicas para esta função. Com um sorriso rasgado e boa disposição, poderá ser o segredo de estar há tantos anos a desempenhar estas funções.

Alda acorda e prepara-se para mais um dia de trabalho, que já conhece há 12 anos, num call center, numa linha de apoio ao cliente e assistência técnica, com horários rotativos. As oito horas de trabalho são sempre diferentes, porque as perguntas e os clientes vão variando.
Mas nem sempre o mundo profissional de Alda Caetano, de 59 anos, foi ao telefone. “Já desempenhei as mais diversas funções em vários ramos de atividade”.
Aos 16 anos deixou de estudar durante o dia, tento optado pelo ensino noturno. Nessa altura, “aventura-se” no mundo do trabalho como datilógrafa, no escritório de uma fábrica de calçado, onde permaneceu durante sete anos. “Quando deixei a empresa tinha já a categoria de escriturária”.
O ramo automóvel fascinou-a desde sempre, e foi esse que abraçou, como vendedora de marcas consagradas, durante cinco anos. Mas a vida pula e avança e, “entretanto, em part-time”, começou a trabalhar numa multinacional britânica como manager, dando formação a candidatos para fazerem prospeção e análise de mercado sobre uma enciclopédia inglesa. “Gostei muito desta experiência, só que, como tudo, tem o seu tempo e o mercado começou a ficar saturado destas abordagens de opinião pública”.
Passou por escriturária na oficina automóvel onde continuava, e foi, quando as portas da mesma encerraram, que teve de olhar em frente e procurar um novo desafio. Alda passou pela gerência de uma livraria, mas rapidamente se apercebeu que havia outras prioridades. Foi aí que “abraçou a família” e conseguiu principiar-se no call center com contratos semanais. “Ao fim destes anos, tenho a certeza de que não fui eu que escolhi a profissão. Foi ela que me escolheu”, uma vez que aceitou a primeira proposta que lhe apareceu.  “Gosto de falar com pessoas, de comunicar, considero-me uma boa relações públicas, fruto da experiência de vida e das diversas profissões assumidas”, enfatiza.

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