
São mais de três décadas a fotografar. Maurício Pinho é um fotógrafo apaixonado pela sua profissão. Apesar da evolução era digital, não teme o futuro da fotografia, pois há ainda quem a prefira em papel.
Joaquim Maurício Pinho,52 anos, é fotografo há mais de 30. A paixão surgiu quando era ainda adolescente. Começou a fotografar, com uma câmara antiga que tinha em casa, por influência de amigos e da família. Foi nessa altura que Maurício começou a ter a consciência da importância da revelação e fotografia, e que ali poderia estar o seu futuro profissional. E foi isso mesmo que aconteceu. Joaquim Maurício integra há mais de três décadas a equipa de uma das casas mais reconhecidas de fotografia em S. João da Madeira.
Fotografar é para si uma “paixão enorme, é algo espetacular e fantástico”. Nesta profissão não há “trabalhos iguais”, todos são “únicos e diferentes” e com muita responsabilidade. “Já registei casamentos, depois os batizados e casamento dos seus filhos”, assume uma das caras conhecidas da equipa da empresa Carlos Santos Fotografia.
Os tempos mudaram e também os fotógrafos tiveram que se reinventar e adaptar à nova realidade da fotografia. Se antigamente revelar as fotografias era uma prática recorrente, atualmente, isso já não acontece. Mas há quem continue por detrás de uma fotografia que é revelada, como é o caso de Maurício. “Temos muitos clientes que percebem aquilo que eu faço na revelação. No entanto, outros, e alguns muito jovens, não imaginam”, pois nasceram e vivem na era digital. Se uns preferem manter as fotografias no computador de forma digital, há ainda quem “selecione” fotos para as mandar revelar.
“Não temo o futuro da fotografia. Durante o tempo, já passei por muitas fases, e sempre nos tivemos de adaptar. Acredito no futuro da fotografia, pois cada vez temos mais pessoas a imprimir fotos das suas máquinas, e, principalmente, dos seus telemóveis. As pessoas têm um prazer especial quando sentem as fotos nas mãos. Mas, na verdade, ainda existem muitas pessoas, mesmo jovens, que não sabem que se podem imprimir as fotos que fazem dos telemóveis. E por um preço muito simpático!”, lembra.
Artigo disponível, em versão integral, na edição nº 3892 de O Regional,
publicada em 19 de maio de 2022
Ir para o conteúdo

