Rostos sem Máscara

Rostos sem Máscara - 29 - “Agradeço a todos este meu bem-estar na associação

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Belmira Melo entrou para a Associação Ecos Urbanos há 15 anos. Sonhou ser professora, mas a vida trocou-lhe as voltas.

Em miúda sonhou ser professora. Mas, rapidamente, a vida mostrou-lhe que aquele não seria o seu destino. Faltava-lhe “paciência e a calma necessária” para lecionar. “Maria rapaz” assumida, uma “tagarela” e constantemente “distraída”, era assim Belmira Melo, atualmente com 45 anos.
Entrou para Associação Ecos Urbanos há 15 anos onde desempenha funções de administrativa. “Executo todos os serviços administrativos nas áreas de atendimento, dos recursos humanos, material e financeiro, para o público alvo da entidade jovens e famílias”, enfatiza.
Há quem diga que a Belmira vive de alma e coração para esta profissão. Reconhecem a sua energia, dedicação, mulher sem horários. “A verdadeira alma dos Ecos”, dizem. “Não me considero, de todo, uma pessoa incontornável, faço o que me compete e, se há necessidade de algo mais e está ao meu alcance, então, arregaço as mangas”. Uma das suas características assegura que é “andar sempre a correr para trás e para frente”, daí, talvez, a sua “energia” na realização das tarefas, muitas vezes sem se “aperceber das horas”. “É algo quase inato, desde que me recordo, essa minha responsabilidade e profissionalismo é algo que não consigo contornar. Essa visão não só já me foi revelada pela direção como por outras pessoas, mas é algo que não me faz vangloriar, porque não é forçado, mas natural em mim. Quem verdadeiramente me conhece sabe que, quando eu estou envolvida com coração, dou tudo de mim”, assegura.


Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3889 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 28 de abril de 2022

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