
O dia dos fiéis defuntos celebrou-se dia 2, mas por tradição é no dia de Todos os Santos, feriado nacional, que milhões de portugueses rumam aos cemitérios para homenagearem os que já partiram, um cenário vivido nos três cemitérios da cidade.
A romagem aos cemitérios para honrar a memória de amigos e de familiares falecidos voltou, este ano, a concentrar centenas de pessoas nos três cemitérios de S. João da Madeira que, ao longo do fim de semana, já era visível verificar uma afluência acima do normal, para evitarem grandes aglomerações, muitos anteciparam a ida, uns para limpar e adornar as campas, outros somente para rezar.
O corrupio de pessoas carregadas de arranjos florais era visível junto às entradas na manhã de segunda-feira, numa altura em que a maioria das sepulturas já se encontravam preparadas para receberem apenas os arranjos para as celebrações que conhecem terça-feira o seu ponto alto.
Para muitos, a tradição ainda continua a ser o que era, mas, para outros, não, já que dizem não entender as razões que levam as famílias, em muitas situações, “gastarem muito dinheiro em flores nesse dia”, e que isso “nem sempre é sinal de amor, nem de saudade”, deu-nos conta Emília da Conceição Lima, enquanto visitava a sepultura de um familiar no Cemitério N.º 1.
Apesar das flores tradicionais desta época continuarem a ser os crisântemos, muitas pessoas continuam a optar por outro tipo de flores para enfeitarem as campas. Se, para uns, é um dia de saudade e recordações, existe ainda quem lamente os exageros. “Há sepulturas que só são enfeitadas nos dias de festa. Durante todo o ano, estão desprezadas e sem qualquer flor ou vela”, e noutras “colocam aqui flores de plástico”, lamentava ainda esta sanjoanense.
Maria da Ascensão dedicava-se à limpeza da sepultura de família. “È sempre um dia especial, a família reúne-se junto da sepultura em homenagem aos nossos que já não estão cá”. Quanto a exageros diz que não é adepta. “Venho cá todas as semanas com a mesma devoção. A minha mãe faz questão de colocar os crisântemos brancos e uma vela por cada defunto. Seis no total”, revela a ‘ O Regional’.
Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa de 3 de novembro ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
Ir para o conteúdo
