Sociedade

Recolha de resíduos sólidos gera controvérsia

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A recolha de resíduos sólidos urbanos e a limpeza urbana na cidade de S. João da Madeira volta a estar em cima da mesa, e as opiniões dividem-se entre autarquia, Partido Socialista e a Coligação a Melhor Cidade do País.

A Coligação a Melhor Cidade do País acusa o executivo socialista de “não querer a recolha de lixo diária” e manifestou-se na última reunião de Câmara contra o caderno de encargos do procedimento para a recolha de resíduos sólidos urbanos e a limpeza urbana na cidade de S. João da Madeira. Tiago Correia, vereador e presidente da concelhia local do PSD, defende “que estamos perante um aprofundamento da injustiça”.
Em nota enviada às redações, a coligação diz que “a redução de frequência da recolha piorou significativamente o serviço à cidade e aos seus munícipes, constituindo-se como um retrocesso, que levanta questões de saúde pública, o que fica patente na imagem dos contentores cheios de lixo e de lixo amontoado de sábado a segunda-feira”, defende Tiago Correia, na sequência da deliberação camarária.
Na mesma nota, vinca que a coligação PSD/CDS-PP assumirá o compromisso eleitoral de “repor a frequência da recolha”, para uma recolha diária, 365 dias por ano, defendendo que se trata de ”um ponto fundamental, para garantirmos um serviço de excelência que os sanjoanenses merecem” e preconizando que, à medida que fosse implementado o serviço de porta a porta, a de recolha diária, aí sim, poderia ser reduzida. “A grande maioria dos sanjoanenses ainda não tem a recolha porta a porta implementada. Ou seja, com menos serviço, têm mais custo”, realça Tiago Correia, sublinhando que “este procedimento em discussão vem na continuidade do aprofundamento da injustiça. Não repondo a frequência de recolha, os sanjoanenses pagam mais quando têm menos serviço e ainda pagam por um serviço que não usufruem a recolha porta a porta”.
Ainda segundo o vereador, o caderno de encargos discutido na reunião de câmara poderia vir corrigir “a injustiça patente nesta questão dos resíduos”, mas, pelo contrário, ainda a aprofunda mais. Ou seja, “há sanjoanenses que não têm recolha porta a porta, pagando, na sua fatura da água, por um serviço que não têm, e outros têm serviço porta a porta, reciclam, valorizam os seus resíduos e pagam como se não o fizessem, ainda, para mais, quando a câmara recebe pelos resíduos que os sanjoanenses separam. Não conseguimos entender tamanha injustiça”, reforça Tiago Correia.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3964, de 30 de novembro ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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