
O Jardim de Infância das Travessas foi alvo de assalto no último fim de semana. Em declarações a ´O Regional´, o intendente Rui Filipe Matos, do Comando Distrital da PSP de Aveiro, explicou que o crime terá ocorrido entre sábado e domingo, sendo o alerta dado na segunda-feira, 29 de setembro, pelas funcionárias que, ao chegarem ao local, se aperceberam da situação. “A PSP foi alertada pela coordenadora do estabelecimento de ensino” e a esquadra de São João da Madeira deslocou-se “de imediato” para o local, numa altura em que os pais começavam a chegar com as crianças.
De acordo com o responsável, foram furtados diversos bens, incluindo eletrodomésticos, utensílios de cozinha, produtos de limpeza, facas e alimentos como arroz, peru, bacalhau e manteiga. “O espaço não dispõe de sistema de videovigilância e, até agora, não há suspeitos identificados”, enfatizou.
O caso soma-se a outro furto registado na mesma madrugada. Segundo a PSP, na madrugada de segunda-feira, um homem foi intercetado pela polícia após um furto no interior de um ginásio.
Sobre esta ocorrência, Rui Filipe Matos esclareceu que, no âmbito das diligências imediatas, “o suspeito foi intercetado e identificado, encontrando-se na posse de alguns artigos, que lhe foram apreendidos por suspeita de proveniência ilícita”. O lesado foi contactado e reconheceu os objetos, que lhe foram devolvidos.
O processo foi remetido ao Tribunal e encontra-se em investigação.
Questionado sobre a evolução da criminalidade na cidade, o intendente frisou que “não existem indicadores que revelem um aumento significativo de crimes contra a propriedade em São João da Madeira”.
Segundo outra fonte policial, também o ATL dos Ribeiros foi assaltado na última semana. A mesma fonte revelou a 'O Regional' que desapareceram vários computadores e alimentos, além de se ter notado “muita coisa fora do sítio”.
Relatos de insegurança
Paralelamente, continuam a surgir relatos de situações de insegurança. Um residente de 65 anos, que pediu reserva de identidade, contou ter sido abordado na última semana no Parque dos Milagres por um indivíduo que lhe pediu dinheiro. “Disse que não dava, porque estava a fazer a minha caminhada e não trazia documentos. Empurrou-me. Claramente que não estava bem”, relatou.
Segundo o mesmo residente, o suspeito foi mais tarde reconhecido por um agente da PSP, a quem terá relatado a situação. Questionado sobre as razões que o levaram a não formalizar queixa, acrescentou que o indivíduo “nada” lhe roubou e fundamentou a sua decisão. “Estas pessoas roubam, são presentes ao juiz, ficam obrigadas a apresentações semanais e continuam na rua a roubar e a fazer asneiras”.
A PSP sublinha que tem reforçado o patrulhamento visível, promovido ações de sensibilização e realizado contactos individuais junto dos comerciantes locais. Ainda assim, insiste na necessidade de medidas adicionais de proteção por parte dos proprietários de estabelecimentos, como informar de imediato a polícia sobre atividades suspeitas, contactar a PSP em caso de dúvida ou necessidade de apoio, criar redes de proteção com comerciantes vizinhos, incluir medidas de segurança em obras, evitar o abandono de chaves em locais acessíveis e garantir iluminação adequada no interior e exterior dos espaços.
A polícia confirma estar a acompanhar de perto os casos e reforça o apelo à população para que comunique todas as ocorrências, mesmo de menor gravidade, como forma de aumentar a capacidade de resposta policial.
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