Sociedade

“O poder local é o mais próximo das comunidades e das pessoas”

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Para o Presidente da República cabo-verdiano, os 28 anos da geminação entre a ilha do Maio e S. João da Madeira é uma espécie de “ponte” para o reforço das relações de amizade entre as duas cidades.

O Presidente da República de Cabo Verde defendeu, em S. João da Madeira, no último sábado, dia 18, no âmbito da realização de um encontro de estudantes da Cidade do Maio, que o poder local “é o mais próximo das comunidades, das pessoas, onde a política se realiza com toda a sua nobreza, a politica enquanto ação, regras, normas, possibilidades de debate, mas também a politica enquanto decisões e ações que são importantes e que impactam a vida das pessoas”.
José Maria Neves começou em S. João da Madeira uma visita de três dias à região norte de Portugal, numa altura em que o município assinalou, no último dia 16, 28 anos de geminação com a autarquia da Ilha de Maio, realçando a importância dessa mesma geminação, no dia a dia das pessoas. “Desta forma, é possível perceberem como funciona a política, como é que os políticos agem”, dando uma “outra dimensão não só à política, mas também à própria democracia”. E acrescentou. “Quem está no poder local todos os dias toca em dimensões que são extraordinariamente importantes para a vida das pessoas”. É por isso que o poder local é “importante” para o Estado de Direito Democrático “em qualquer país, mas também para o seu desenvolvimento sustentável”, revela.
José Maria Neves assumiu que a sua visita a Portugal é “um símbolo de amizade entre estes dois países” e diz ter um “carinho especial” pelo poder local, um assunto que dominou grande parte da sua intervenção no Salão Nobre da autarquia, completamente lotado.
Na sua opinião, a política é mais “genuína no poder local”, uma vez que “está mais próximo das pessoas”, e que se apercebem “rapidamente” aquilo que os políticos fazem, e é isso que “dá a grandeza ao poder local”.
Para o chefe de Estado cabo-verdiano, o seu país “bebeu muito da experiência portuguesa” do poder local democrático, já que os municípios portugueses “deram um contributo enorme”, fazendo questão de reconhecer e de homenagear os autarcas pelo trabalho desenvolvido, “através das geminações que vieram fazer a diferença”. “Acredito que Maio e S. João da Madeira possam reforçar ainda mais as relações entre estes dois países”, uma vez que “são tantas as coisas que temos em comum, destacando entre elas, a “língua portuguesa”, como sendo uma “grande herança”.

“A política também são momentos de encontros”

A visita do chefe de Estado cabo-verdiano teve início com uma sessão de receção na Câmara Municipal, cujo programa incluiu ainda a conferência “A importância da rede associativa para o sucesso académico” e um conjunto diversificado de atividades, que tiveram lugar nos Paços da Cultura.
O chefe de Estado defendeu ainda a amizade que existe entre S. João da Madeira e a ilha do Maio, uma espécie de “ponte para o reforço das relações de amizade e cooperação entre Cabo Verde e Portugal”, declarou, referindo-se aos 28 anos da geminação entre os dois municípios.
O Presidente da República de Cabo Verde lembrou também a “liberdade de expressão” conquistada com o 25 de abril, criando a possibilidade de ser possível “expressar-nos livremente”. Acrescentou que a política “não é só desacordo, discussão ou compromisso. São momentos de encontros, de efetividade, de conhecimento, que são dimensões extremamente importantes no relacionamento entre os países e povos”.
José Maria Neves procedeu ainda ao descerramento de uma placa alusiva à sua visita ao concelho e visitou ainda o Centro de Arte Oliva, onde esteve presente na inauguração da exposição “António, sem título”, no Museu do Calçado.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3989, de 22 de maio de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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