Sociedade

O Meliá São João da Madeira já recebe hóspedes

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O Palacete dos Condes está oficialmente devolvido, ao fim de várias décadas, à cidade. Situado num edifício histórico de grande valor arquitetónico, o novo hotel do Grupo Hoti Hotéis combina o charme clássico do passado com a sofisticação da hotelaria contemporânea, assumindo-se, desde já, como o novo ex-líbrisde São João da Madeira.
Classificado com quatro estrelas, o Meliá São João da Madeira abriu portas a 15 de agosto. Situado em pleno centro da cidade, o hotel, cuja exploração é concessionada pelo município pelo período de 50 anos, resulta da reabilitação e transformação integral do histórico palacete.

O Grupo hoteleiro e a Câmara Municipal de São João da Madeira apresentaram, esta segunda-feira, dia um, em conferência de imprensa, a nova unidade à imprensa e convidados.
Miguel Proença, CEO (Chief Executive Officer) do grupo, considerou que este hotel ostenta, “de pleno direito”, a chancela da marca, assumindo-lhe os “standards internacionais de qualidade”. Acrescentou ainda que a nova unidade hoteleira garante “uma experiência completa, ideal para estadias de lazer ou viagens de negócios, em qualquer altura do ano” e reforçou a aposta do grupo “desde o início” em São João da Madeira.
Proença destacou “a vantagem adicional” de o edifício do Palacete dos Condes ter “a dimensão certa para permitir que, no seu todo, fosse área plenamente visitável ao público”, já que aí ficam localizados espaços de acesso generalizado, como o restaurante e o bar. “Para além de se ter realizado a reabilitação de uma infraestrutura com valor histórico, é permitido que ela seja visitada por qualquer pessoa”, acrescentou.
No âmbito desta intervenção, e ao lado emblemático imóvel agora requalificado, “foi desenvolvido um edifício contemporâneo, que foi pensado para minimizar o seu impacto visual relativamente ao palacete existente, onde aí encontramos toda a estrutura de alojamento, o spa, a piscina interior e a piscina exterior”, especificou.
Miguel Proença agradeceu ainda à autarquia sanjoanense, às várias secretarias de Estado envolvidas no processo e ao Turismo de Portugal, assim como “a todas as equipas” desse grupo hoteleiro, por terem tornado possível a concretização deste investimento turístico, ao abrigo do programa Revive, que, desde a primeira hora, foi “seguindo com atenção” pela Hoti Hotéis.
Resultado de um investimento de 16 milhões de euros, o hotel conta com 93 quartos espaçosos, duas piscinas (interior e exterior), centro de bem-estar, salas para reuniões e conferências, batizadas em homenagem à Oliva, aos lápis e aos sapatos, dispondo ainda do restaurante Conde e do bar Chapelaria.
A nova unidade criou 40 novos postos de trabalho diretos e 40 indiretos (como lavandarias). Foi pensada para proporcionar uma experiência completa, adaptando-se tanto a estadias de lazer como a viagens de negócios, ao longo de todo o ano.
Ricardo Gonçalves, administrador da Hoti Hotéis para a área de expansão, assumiu que esta “aposta vai ser ganha” e diz saber disso “desde o início do projeto”. Enalteceu ainda que o grupo empresarial tem a ambição de inaugurar uma unidade hoteleira por ano, adiantando que Aveiro está entre as cidades contempladas para os próximos anos.

Concessão municipal que nem a Covid travou

Na sua intervenção, o presidente da Câmara começou por destacar a relevância do Palacete dos Condes - “uma das marcas da identidade sanjoanense” -, lembrando também o papel de benemérito do concelho do Conde Dias Garcia, que construiu esse emblemático edifício viragem do século XIX para o XX.
Jorge Sequeira referiu-se ainda ao início do processo que levou à construção do novo hotel, recordando que tudo teve início em 2019, quando foi assinado um contrato entre a autarquia, a Associação do Centro de Apoio aos Idosos Sanjoanenses (ACAIS) e o Rotary Clube de S. João da Madeira, que permitiu que a Universidade Sénior do concelho fosse instalada em instalações anteriormente atribuídas à ACAIS e não no Palacete dos Condes, como estabelecido pelo Município no mandato antecedente.
Com esse novo entendimento alcançado, Jorge Vultos Sequeira conseguiu integrar o Palacete dos Condes no programa Revive, tendo em vista a sua requalificação e valorização como unidade hoteleira, no âmbito de uma concessão municipal. Sublinhando a postura construtiva de todas as instituições que participaram nessa solução, o Presidente da Câmara enalteceu também o trabalho desenvolvido pela Hoti Hoteis na concretização do projeto e a diligência dos serviços municipais no andamento dos processos dependentes da autarquia. O chefe máximo do executivo salienta, em especial, o facto de o projeto não ter sido travado pela Covid-19, que atrasou prazos, mas não pôs em causa a concretização do investimento. Um facto que atribui, em grande medida, à determinação do presidente do grupo hoteleiro, Manuel Proença, que “acreditou em S. João da Madeira”, mesmo face às ameaças à economia decorrentes da pandemia.

Cidade vai homenagear Manuel Proença

O autarca referiu mesmo que a cidade “vai homenagear” esse responsável pelo “impacto socio-económico e simbólico” da sua decisão de investir em S. João da Madeira num período difícil devido à Covid-19. “Acreditou no nosso território e arriscou”, sublinhou Sequeira, lembrando que o contrato para a criação do hotel foi assinado por ambos “de máscara” e que, “não obstante a paragem da economia”, a “crença em S. João da Madeira não se modificou”.
Assinalando que “este hotel representa um investimento de 16 milhões de euros” na cidade, o presidente da Câmara manifesta confiança de que “vai ser muito importante” para a atividade turística num concelho que é “capital do turismo industrial em Portugal”. Uma referência ao programa inovador nessa área que o Município tem “em funcionamento há cerca de 13 anos” e que pretende desenvolver “ainda mais”, o que passará igualmente pela requalificação e aproveitamento de outro edifício sanjoanense emblemático, o Palacete do Rei da Farinha, para onde o atual executivo camarário tem prevista a instalação, como referiu o autarca, de um centro de memória da indústria.

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