
“Amor”, “Trabalho”, “Família”, “Força”, “Dedicação”, foram algumas das palavras mais repetidas nos testemunhos dados por quatro mulheres ao O Regional, para assinalar o seu Dia Internacional
Fernanda Castro, (50 anos), Advogada, partilhou que nasceu numa família humilde, tendo sido sempre uma criança muito curiosa com o mundo que a rodeava, além de possuir gosto em aprender. Confessou que os seus pais sempre a incentivaram e ajudaram a concretizar os seus sonhos, de modo que sempre viu o seu pai e a sua mãe “como iguais”. “Talvez porque a minha mãe trabalhava fora e, desde sempre, se ajudaram e dividiram tarefas”, acrescentou.
A médica Andrea Rodrigues, (36 anos), Responsável pelo Serviço de Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho do CHEDV, no seu testemunho, mencionou que tem um irmão de 39 anos, e que “nunca houve distinção entre ambos”, uma vez que os dois colaboravam nas tarefas domésticas, ajudavam o pai no trabalho na área “dos camiões”, e, inclusive, ambos tiraram “a carta de condução na categoria C de veículos pesados”.
A clínica afirmou que decidiu enveredar pela sua profissão pois sempre teve gosto pela área da saúde, devido à “capacidade” que lhe dá de poder “ajudar o próximo”, razão pela qual lhe traz “imensa satisfação”, e a faz “manter o gosto pela profissão”. No entanto, também confidenciou que o maior obstáculo que a sua profissão lhe apresenta é conseguir fazer “uma adequada gestão entre o trabalho e a família”.
“A minha família sempre me incentivou a que investisse na minha formação, e que lutasse para atingir os meus objetivos, bem como sempre me possibilitou as condições para que singrasse nos estudos”, partilhou ao O` Regional a Ângela Fernandes, (51 anos), Diretora do Serviço de Gestão Financeira do CHEDV.
Por outro lado, salientou que dentro do seio familiar notava distinção entre sexos, nomeadamente em relação ao seu irmão, “notei que existia diferenças na forma como a minha condição de mulher era considerada diferente, no que se referia às saídas noturnas”. “O meu irmão sempre teve mais liberdade (em termos de horários) do que eu”.
Atualmente, o seu maior desafio, a nível profissional, é “motivar a equipa” para o empenho das suas funções numa área em que “os prazos de resposta às solicitações” de informação económico-financeira “são curtos”, e a informação produzida é de “extrema importância para os stakeholders”.
A Contabilista, Fernanda Fonseca, (44 anos), partilhou que na infância lhe foi incutido o pensamento que devia ter a sua própria “personalidade”, e não se deixar “influenciar pelos outros”. No que respeita à sua profissão explicou que, como era mais nova, foi influenciada a seguir os passos do seu pai, que queria que alguém continuasse o negócio que ele criou. Dentro do seu seio familiar notava distinção entre os sexos, mas não entre si o seu irmão, devido à diferença de idade, esta situação verificava nos progenitores. “Com o meu nascimento, o meu pai tirou a minha mãe do ramo laboral e passou-a para o doméstico, para tomar conta da casa e de mim”. Isso fez Fernanda criar “senso de responsabilidade”, de ser “independente”, e não querer “depender de nenhum homem para sobreviver”.
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