Sociedade

Número de empresas na Sanjotec baixa de 66 para 50

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O presidente da câmara explicou que o número de empresas “é sempre flutuante” e que em 2023 a Sanjotec acolheu quatro novos projetos, registando saídas sobretudo de empresas “em incubação virtual”, com pouco impacto nas receitas.

Na apreciação do Relatório de Desempenho Organizacional do Contrato Programa com a Sanjotec, na reunião camarária desta segunda-feira, o presidente do município realçou que 2023 “foi um ano de grande atividade” para o parque tecnológico, marcado pelo regresso do Tecnet, um evento que revelou ser “um êxito pela sua adesão e pela qualidade dos oradores”. Jorge Sequeira apontou que o ano transato ficou também marcado pela abertura do bar na Sanjotec, mas a verdade é que entre 2022 e 2023, o número de empresas baixou de 66 para 50. O autarca afirmou que o número de empresas “é sempre flutuante”, dando o exemplo do ano da pandemia, onde a Sanjotec realizou, contra as expectativas, 15 novos contratos. Em 2023, a incubadora acolheu quatro novos projetos, registando uma quebra de 16 empresas face ao ano anterior. “Eram sobretudo empresas que estavam em incubação virtual, no networking e no coworking, não houve grande afetação da receita da Sanjotec”, denotou. O edifício 2 da Sanjotec tem uma taxa de ocupação de 100% e o edifício 1 de 86%. “São valores invulgares e em termos de ranking nacional são valores extraordinários”, realçou.
Do lado da Coligação PSD/CDS, Dulce Santos destacou a saída “de cerca de 20 empresas” para apontar que o relatório “não reflete qual o motivo”. Sobre a taxa de ocupação no edifício 1, a vereadora questionou se a “mesma é sustentável” e se “reflete verdadeiramente o sucesso e a estabilidade das empresas incubadas”. Lamentando que o relatório se foque “muito em números”, a oposição sugeriu a medição da satisfação das empresas (através de pesquisas de satisfação regulares), um indicador crucial para “entender as suas necessidades, desafios e o nível de apoio que deve ser dado”. Além disso, a vereadora propôs a implementação de programas de atração de talentos, incluindo parcerias com universidades e workshops de inovação, bem como a aposta no “fortalecimento das redes locais”, aumentando “o compromisso com empresas locais e investidores para criar uma rede mais robusta de apoio e financiamento”. Para a Coligação PSD/CDS, é necessária uma “gestão mais transparente e eficaz, que promova não só o crescimento numérico, mas também qualitativo e sustentável da Sanjotec. A Sanjotec não pode abrandar”, concluiu Dulce Santos.
“Creio que a dinâmica da Sanjotec não abranda, creio que em breve vão ter mais notícias de atividades importantes que estão em curso na Sanjotec”, respondeu Jorge Sequeira. O autarca sublinhou que a atração de talentos “é uma constante”. “Todos os anos levamos a cabo um evento para a juventude, para as escolas, um Open Day que mobiliza sempre mais de 150 jovens”, denotou, acrescentando que é assegurado o “apoio de mentoria às empresas e todo o acesso a todos os colóquios, rede de contactos e parceiros que aquele ecossistema proporciona”.

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