
Paulo Bacalhau deixou, na última reunião de câmara, críticas ao autocarro da junta de freguesia, que considera não estar preparado para transportar cidadãos com mobilidade reduzida.
Paulo Bacalhau trouxe vários temas à última reunião do executivo, realizada a 16 de outubro, entre eles alertas na área da mobilidade. O munícipe deixou críticas ao autocarro da junta, argumentando que não está “preparado” para transportar cidadãos com mobilidade reduzida. Ao jornal 'O Regional', o munícipe relatou duas situações ocorridas em julho e agosto, após se ter inscrito nas idas à praia. “Na primeira experiência, coloquei sozinho a cadeira elétrica na bagageira, com acesso a rampas, pois consigo levantar-me e subir sem ajuda as escadas do autocarro”, contou. Numa segunda utilização, Paulo Bacalhau afirma que a plataforma elevatória “não estava a funcionar bem” e que a mala do autocarro se encontrava “cheia de bancos para as crianças”, sem espaço para acomodar a cadeira de rodas elétrica. Por isso, recomendou a colocação “de gruas de transferência para cadeiras de rodas na bagageira” do autocarro.
Contactado pelo jornal “O Regional”, o presidente da junta de freguesia de S. João da Madeira, Rodolfo Andrade, explicou que o autocarro obedece a um caderno de encargos que prevê a utilização de pessoas em cadeira de rodas, possuindo uma plataforma elevatória. “É claro que, no dia a dia, o autocarro contempla os 51 lugares e quando vai uma pessoa em cadeira de rodas temos de abdicar de quatro lugares”, esclareceu o autarca, afirmando que “desmontar os lugares é uma coisa simples e que se faz no momento”. Na primeira ida à praia, admite Rodolfo Andrade, “houve uma falha de comunicação” e o motorista não foi informado que ia transportar uma pessoa em cadeira de rodas. “O motorista não tinha os bancos chegados à frente e, como nunca tinha feito aquilo, demorou um pouco mais. O Paulo Bacalhau foi à praia, mas não da forma mais correta, o autocarro tem uma plataforma elevatória e a cadeira não é para ir na mala, é para ir lá dentro”, frisou. Na segunda ida à praia, a junta solicitou o apoio de uma pessoa que sabia desmontar os lugares e que, no local, explicou ao motorista o processo, tendo o munícipe embarcado “com normalidade”. “O Paulo Bacalhau foi à junta de freguesia, falou comigo após a primeira vez e pedi-lhe imensa desculpa, houve uma falha de comunicação, mas a coisa resolveu-se. Da segunda vez, as coisas decorreram com normalidade”, sublinhou Rodolfo Andrade, considerando que “não faz sentido” transportar a cadeira de rodas na bagageira quando existe uma plataforma elevatória que permite a entrada do utilizador e do respetivo meio de locomoção.
Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3959, de 26 de outubro ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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