
A Câmara Municipal declarou dois dias de luto – terça e quarta-feira, 25 e 26 de novembro –, decisão tomada pelo presidente da câmara, João Gomes Oliveira. Segundo nota divulgada, a medida “traduz a posição institucional da autarquia” perante o desaparecimento de uma figura com longa ligação à vida pública local. O Município recorda que o percurso de João Alberto Queirós da Silva “se estendeu por vários órgãos do concelho”, mencionando a liderança da Câmara Municipal, o exercício de funções na Junta de Freguesia e cargos de direção na CERCI de São João da Madeira e na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários. “A sua intervenção refletiu continuidade e presença ativa em áreas determinantes para a comunidade” – acrescenta a autarquia, que sublinha ainda que manteve “participação regular na esfera pública, associada a responsabilidades políticas e institucionais”.
Também a Junta de Freguesia, através de nota publicada nas redes sociais, manifestou “o seu profundo pesar pelo falecimento”, referindo que se despede “de um cidadão que dedicou uma parte significativa da sua vida ao serviço da comunidade”. A autarquia destaca o período em que integrou o executivo entre 2002 e 2013 e realça “o elevado espírito de serviço público” que marcou o seu percurso, lembrando que “o seu legado e o seu exemplo de vida permanecerão para sempre vivos na memória de todos os que tiveram o privilégio de com ele trabalhar”.
A intervenção cívica de João Queirós estendeu-se também ao setor social. Liderou a direção da CERCI de São João da Madeira entre 1989 e 2006. O atual presidente da instituição, Paulo Correia da Silva, afirmou a `O Regional´ que, apesar de ter tido “poucas oportunidades” de privar com o “Sr. Queirós”, guarda a “certeza” de que sempre o tratou com profundo respeito e consideração. “Entre nós existiu sempre uma relação marcada por uma grande genuinidade e por um respeito absolutamente íntegro. São gestos assim que permanecem na memória e que honram a pessoa que foi”.
“Figura incontornável na história do concelho”
A vereadora da Habitação, Ação Social, Inclusão e Saúde e Qualidade de Vida recordou que conheceu João Queirós quando iniciou o seu percurso profissional na CERCI, onde este era presidente. Disse que teve o “privilégio de testemunhar” de perto a sua “nobreza de carácter, a forma como acreditava nas pessoas e como defendia, com convicção, a inclusão e os direitos de quem mais precisava”. Enviou condolências à família e acrescentou que espera que “que encontrem serenidade neste momento tão difícil e conforto no legado de bem que o Sr. Queirós deixou na comunidade e no coração de todos nós”.
O Partido Social Democrata (PSD) de São João da Madeira reagiu igualmente à morte de João Alberto Queirós da Silva, lembrando o papel do “Sr. Queirós” na fundação do PSD local e o percurso político que culminou na presidência da Comissão Política. O partido frisou tratar-se de uma “figura incontornável na história do concelho e do partido”, salientando que “o seu exemplo de vida e o seu percurso permanecerão vivos na memória de todos”.
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