Moradores e comerciantes revoltados com esgotos a “céu aberto” em plena Avenida da Liberdade

Há um esgoto a “céu aberto” na Avenida da Liberdade há vários meses. Moradores, comerciantes, e quem por ali passa, queixam-se do “mau cheiro” e da presença de “ratos e mosquitos” provenientes de uma fossa “rebentada”.
Moradores e comerciantes desesperam e garantem mesmo que, estão “cansados” do esgoto que corre a “céu aberto” em plena Avenida da Liberdade, em S. João da Madeira, desde junho deste ano. “Inicialmente começaram umas descargas pequenas, mas têm vindo a aumentar de intensidade”, refere José Silva, proprietário de um espaço comercial de componentes para calçado e marroquinaria.
Foi debaixo de um “pivete” intenso que a reportagem de ‘O Regional’ ouviu, esta semana, a revolta deste comerciante “o mais afetado” de moradores, e que quem passa, vê uma “imagem nojenta” que se encontra a poucos metros da Câmara Municipal de S. João da Madeira, numa das principais avenidas da cidade. “Pior do que o mau cheiro, são os mosquitos nos dias de calor e dos ratos que por ali se concentram. Estamos a falar de uma situação de saúde pública que parece ninguém querer ver”, denuncia José Silva. “É insuportável e desesperante. Temos mesmo que estar de portas fechadas e, mesmo assim, não nos livramos da imagem e do cheiro e do desagrado dos clientes”.
Este empresário diz ter alertado, já por três vezes, a empresa Municipal Águas de S. João, E.M., S.A. para esta situação. “Dizem-me que têm que saber quem é o proprietário, e que são casos sempre muito complicados de resolver”, e o certo é que “o tempo vai passando e o cenário mantém-se em frente às minhas lojas”.
As lojas de José Silva são as mais afetadas pelo esgoto. “É uma vergonha para os meus clientes que, para entrarem, têm que se desviar”.
Segundo o nosso interlocutor, a origem do esgoto poderá estar em fossas “rebentadas” de uma casa que se encontra no local. “Estou aqui há dezena de anos, e só agora é que este problema surgiu”, garante.
‘O Regional’ ouviu Sandra Pinho Leite, que passa com regularidade pelo local. “Isto é uma vergonha. Quando as descargas são mais fortes é um cheiro horrível” e diz não entender o “arrastar” de um problema que está muito próximo do edifício da autarquia. “Eu já fui alertar a Câmara Municipal para o problema, e disseram-me que o assunto era com a Águas de S. João e não com eles, como se a empresa não fosse municipal”, revela, indignada.
Pior do que o mau cheiro, roedores e os mosquitos, denuncia outro morador, que pediu reserva de identidade, é a “falta de segurança quem habita clandestinamente o local e, recentemente, alertei a PSP para o que aqui está a acontecer”.
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