Sociedade

Misericórdia está “saudável e sustentável”

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A Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira reuniu-se em Assembleia Geral na passada segunda-feira, sendo que a prestação de contas e o relato da atividade de 2025 foi aprovado por unanimidade

Daniel Neto presidiu a uma sessão onde o destaque foi o volume de investimento que a instituição tem em curso, uma vez que este é superior a oito milhões de euros. Os investimentos em causa dizem respeito à Unidade de Cuidados Continuados – a construção de raiz a sul do hospital – para 64 doentes, à ampliação do Lar de Idosos Dra. Leonilda Matos, em Fajões, em mais de 20 camas e, por fim, à recuperação do Lar de Idosos S. Manuel, em São João da Madeira. Estes investimentos contam com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e devem ficar prontos até junho de 2026, juntando-se a outras obras já concluídas no âmbito do PRR, como a Creche do Abrigo Infantil das Laranjeiras, que somou 42 lugares à oferta de serviços da Misericórdia.
Embora estes investimentos sejam os mais importantes de um volume de dois milhões de euros executados em 2025, o Provedor, Francisco Lopes, destacou outra situação relevante. “Mas houve outro grande projeto a que demos a devida sequência: a ambicionada retoma da gestão do hospital de São João da Madeira”, sublinhou, aquando da sua intervenção na Assembleia Geral. “Iniciámos as negociações com a Direção Executiva do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e, apesar do atraso provocado pelas eleições legislativas de maio de 2025, no final do ano tínhamos o processo praticamente concluído, o que veio a confirmar-se já neste mês de março”, declarou, sendo que o Acordo de Cooperação precisa de ser validado pela tutela antes de ser assinado.
A atividade do ano passado também cresceu, desta vez por via de dois novos projetos de intervenção comunitária, nomeadamente no âmbito dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social e outro do Portugal Inovação Social, um projeto que pretende combater o isolamento de pessoas idosas através da relação com animais de companhia, cães e gatos. Estes novos projetos juntam-se a outras 30 respostas sociais, que empregam cerca de 350 pessoas, atendendo cerca de 1.500 utentes e 2.500 beneficiários.
O Provedor destacou, ainda, o resultado líquido positivo conseguido pela instituição pelo quarto ano consecutivo, de cerca de 135 mil euros, “o melhor registo do ciclo”, atingido num volume de negócios superior a 10,1 milhões de euros. “O relatório e as contas permitem-nos dizer que a Misericórdia está saudável e sustentável. O crescimento que prosseguimos por via dos investimentos e da incorporação do hospital permite-nos confirmar que é uma instituição dinâmica e atuante”, afirmou Francisco Lopes.
Já no debate, Leonardo Martins questionou o prejuízo registado pela atual Unidades de Cuidados Continuados e comentou a importância de o Centro Infantil ter resolvida a questão do domínio com a Segurança Social, para que o edificado possa receber obras. Em resposta, foi dito que o prejuízo combina um problema de preço pago pelo Estado pelos serviços e um problema de otimização dos recursos humanos. Em relação ao Centro Infantil, também foi adiantado que a instituição está “disponível” para fazer investimentos quando tiver a segurança de que pode gerir o equipamento enquanto durar a amortização destes.

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