
O atual presidente da ULS de Entre Douro e Vouga deverá assumir, em 2026, a liderança da ULS de São José, em Lisboa, numa decisão do Governo que afasta Rosa Valente Matos após seis anos no cargo.
A eventual saída de Miguel Paiva da liderança da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga deverá marcar uma nova etapa no seu percurso no Serviço Nacional de Saúde, com a indicação do economista para presidir, a partir de 2026, à Unidade Local de Saúde de São José, em Lisboa.
Atualmente à frente da Unidade Local de Saúde de Entre o Douro e Vouga, Miguel Paiva gere uma estrutura que integra os hospitais de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, de São João da Madeira e de São Miguel, em Oliveira de Azeméis. O seu nome surge agora como a escolha do Governo para substituir Rosa Valente Matos na maior ULS da área de Lisboa, no âmbito da renovação dos conselhos de administração prevista para o próximo ano.
Entre fevereiro de 2015 e dezembro de 2023, Miguel Paiva foi presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, E. P. E., período durante o qual coordenou a equipa responsável pelo plano de negócios e pelo plano de desenvolvimento organizacional que sustentaram a transição para o modelo de unidade local de saúde. Economista e militante do PSD, já foi também presidente da concelhia do partido em Vila do Conde e encabeçou uma candidatura autárquica à Assembleia Municipal daquele concelho.
A substituição em São José foi avançada pelo Observador. Em declarações ao Público, Rosa Valente Matos afirmou que não lhe foi apresentada qualquer justificação formal para a decisão. “Não me foi dada nenhuma justificação, foi uma vontade do Governo e da Direção Executiva do SNS”, disse a gestora, militante do PS e membro do secretariado nacional do partido. A responsável acrescentou que foi informada da decisão numa reunião com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, após ter solicitado esclarecimentos.
Segundo o Observador, a indicação de Miguel Paiva resulta de uma decisão conjunta do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e do director-executivo do SNS, Álvaro Almeida, a quem cabe propor a composição dos conselhos de administração das 39 unidades locais de saúde e dos três institutos portugueses de oncologia.
De acordo com o Observador, pelo menos 12 conselhos de administração de unidades locais de saúde terminam os respetivos mandatos esta quarta-feira, 31, ficando dependentes de recondução ou substituição no início de 2026.
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