
A cidade encheu-se de cor e tradição na noite de 18 de junho, com a realização das Marchas Populares. A iniciativa contou com a participação de diversas escolas, infantários, centros sociais e escolas primárias do concelho, reunindo crianças, familiares e educadores numa celebração da identidade cultural sanjoanense.
A avenida principal transformou-se num palco de festa, com música, coreografias ensaiadas ao pormenor e trajes típicos que agarraram os muitos que assistiam.
Para além da alegria e do convívio, esta edição destacou-se pela forte presença de famílias que fizeram questão de viver juntas este momento, dando continuidade a uma tradição que vai passando de geração em geração.
Rita Teixeira, mãe de dois alunos participantes, é natural da cidade e participa nas marchas desde pequena. Agora, vive a tradição com um novo significado, ao lado dos filhos. “É com enorme orgulho que venho com os meus filhos. Já nem precisava de vir com o mais velho, mas gostamos de vir juntos.
Para mim é sempre uma alegria participar nas marchas e, com os meus filhos, torna-se uma experiência muito mais emotiva.”
O tempo trouxe-lhe uma nova perspetiva sobre o valor da iniciativa. “Antes, se calhar, não dava tanto valor a esta participação por falta de maturidade, mas agora vejo isto como uma mais-valia. No futuro, ele vai ter estas recordações, certamente.” A filha mais velha, referiu, demonstra sempre entusiasmo quando chega o momento: “Ela pergunta: ‘Vamos dançar em frente a toda a gente?’ Claro que é sempre um entusiasmo.”
Fátima Duarte também não quis faltar. Com raízes em Viana do Castelo, já tinha participado em marchas em tempos mais jovens. Este ano, fê-lo com os netos pela primeira vez. “Participei quando era mais nova e gostava muito. Agora, vim com os meus netos e quis voltar a participar. É uma alegria e eles estão contentíssimos”, contou. “É uma experiência diferente.”
Já esta edição teve um sabor especial para Susana Almeida, tendo sido a primeira vez que participou com os filhos. “A minha filha ainda é pequenina e precisa de um acompanhante, por isso vim com ela. O meu filho mais velho já não participa, mas agora é dar continuidade com as minhas filhas”, referiu. Apesar de estreante, a experiência superou as expectativas: “Gostei imenso e voltaria a repetir, mas para o ano já não será possível.”
As Festas da Cidade do município, onde se inserem as Marchas Populares, voltam a afirmar-se como um momento de união coletiva, onde a tradição se vive em comunidade. Entre a música e a dança na alegria das crianças, a cidade revive histórias antigas e constrói novas memórias, num encontro entre o passado e o futuro.
Entre gerações, entre famílias, entre vizinhos. Uma noite que fica na memória de muitos, especialmente dos mais pequenos, que um dia, talvez, também trarão os seus filhos para marchar.
Ir para o conteúdo





























