
Foi apresentada uma proposta para resolver o problema de trânsito no Lugar da Ponte, que está já em auscultação pública. O projeto prevê uma nova rotunda e a requalificação urbana, o que resultará em menos 57 lugares de estacionamento.
O objetivo é resolver o problema dos constrangimentos de trânsito que se verificam no Lugar da Ponte, nomeadamente na rotunda na entrada nascente da cidade, sobretudo em horas de ponta. E, para tal, a Câmara Municipal de S. João da Madeira tem uma proposta, que acredita que vai melhorar a fluidez do trânsito.
Uma empresa da área estudou, no terreno, o fluxo de trânsito e foram ensaiadas 21 propostas, das quais nove foram testadas. As propostas testadas passavam por uma mega rotunda, reforço do número de vias de circulação, rotunda semaforizada, entre outras, tendo-se verificado que a instalação de uma nova rotunda, junto à ponte, será a mais adequada, já que vai permitir distribuir a carga do tráfego.
Segundo a explicação apresentada pelos técnicos responsáveis pelo estudo, a proposta inclui ainda uma nova via de circulação na Rua Domingos José de Oliveira e não vai tirar carros daquelas vias, mas vai permitir o escoamento do tráfego de forma mais fluída, tal como a explicação apresentada.
A Avenida do Vale vai continuar a ter duas vias, mas mais aproximadas, já que o “triângulo verde” daquela zona é uma “reminiscência” e será substituído por uma requalificação urbana que visa estabelecer uma aproximação ao jardim público.
A requalificação urbana desta zona, junto ao rio, prevê assim que surja um muro, uma rampa e um um novo espaço de lazer, com possibilidade de instalação de um quiosque, bebedouros e bancos de pedra, por exemplo.
Pretende-se que a intervenção resulte ainda em passeios mais largos e percursos mais acessíveis.
Se não houver objeções de fundo na consulta pública e a proposta vier a executar-se o número de lugares de estacionamento vai passar de 82 para 25, consequência do conceito que se pretende para aquela área de intervenção, “nomeadamente a requalificação do espaço público de modo criar condições à utilização de modos ativos na área de intervenção, através da conceção de zonas de estadia, passeios mais largos e percursos mais acessíveis e ciclovias”, segundo se lê na proposta.
A sessão de apresentação do projeto foi aberta ao público, que pôde colocar questões. Na sequência, o Presidente da Câmara, Jorge Sequeira, não consegue, para já, avançar com datas, até porque “o projeto ainda não está aprovado”, mas “este ano ainda não será”. “Também tem de haver financiamento”, completou.
Além disso, esta intervenção deverá ser conjugada com outra prevista, com a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis: a ligação da zona industrial das Travessas à rotunda de S. Roque.
Quanto a questões sobre a redução do número de estacionamentos, o autarca corroborou a posição dos técnicos: “projetamos a cidade olhando para as tendências do futuro”, disse, remetendo para as ciclovias.
O projeto está em auscultação pública e podem ser apresentadas sugestões até 11 de junho de 2022. Todos os documentos da proposta estão acessíveis na página oficial do munícipio.
O Presidente reforçou que a Câmara está “aberta para ouvir as pessoas e recolher as pretensões que forem justificadas e enquadradas”.
À margem da apresentação, o vice-presidente da Câmara, José Nuno Vieira, contou que este processo começou com a “participação cívica”, nomeadamente com a proposta de um munícipe. A proposta foi estudada, mas verificou-se que não era viável, tendo-se prosseguido com a vontade de encontrar o modelo adequado para resolucionar os constrangimentos de trânsito naquela zona da cidade.
Ir para o conteúdo

