Sociedade

“Inflação, seria superior e mais grave se o modelo de tarifário anterior fosse mantido”

• Favoritos: 53 • Comentários: 1


As novas tarifas das Águas de S. João para 2023 vão permitir às famílias sanjoanenses um apoio “garantido” com a aplicação de apenas 50% do custo da inflação. As faturas também vão ser atualizadas.

Seguindo as recomendações da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), e de acordo com o Contrato de Gestão Delegada (CGD) assinado entre o Município de S. João da Madeira e as Águas de S. João (AdSJ) e aprovado pela Assembleia Municipal, a autarquia aprovou em reunião extraordinária de câmara, realizada na última segunda-feira, dia 20, as tarifas a aplicar no ano de 2023.
“Vamos ter uma estrutura de tarifário adequada às exigências da ERSAR”, já que o que existia “era totalmente obsoleto, comportando mais de 20 escalões, e quem subisse de um escalão para o outro ia pagar toda a água que consumia ao valor do último escalão”, refere a ´O Regional’ o presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira.
Com a implementação desta nova estrutura tarifária de quatro escalões, abandonando o anterior modelo que contemplava 28 escalões, a empresa municipal AdSJ adota o padrão recomendado pela ERSAR e que é aplicado pela generalidade dos operadores deste setor.

“Maior transparência e clareza”

Considerando que o novo modelo vai permitir aos sanjoanenses “uma maior transparência e clareza”, Jorge Vultos Sequeira adianta que a atualização dos valores do tarifário para este ano, que decorre da inflação, “seria superior e mais grave se o  modelo de tarifário anterior fosse mantido”.
O autarca explica que no cálculo destas tarifas, de acordo com a fórmula prevista no CGD, são tidos em conta três índices: a inflação (índice de preços do consumidor sem habitação); custos de aquisição da água e a tarifa de tratamento de águas residuais. Mas, de forma a “combater os efeitos da inflação”, a Câmara Municipal “entendeu repercutir no cálculo das novas tarifas somente 50% desse índice”.
Jorge Vultos Sequeira reforça que aquilo que está em causa é uma atualização do tarifário, levada a cabo nos “termos legais e contratuais aplicáveis, a qual reflete o custo com o tratamento dos efluentes, o custo de aquisição da água em alta e o incremento da inflação - e, consequentemente, a sua repercussão nos custos operacionais da empresa -, sendo que o indicador de inflação só é sentido em 50 por cento”.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa de 23 de março ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/

 

53 Recomendações
comments icon1 comentário
1 favoritos
131 visualizações
bookmark icon

Uma opinião acerca ““Inflação, seria superior e mais grave se o modelo de tarifário anterior fosse mantido”

    Desculpe, os comentários estão fechados.