Sociedade

Histórias que conectaram o passado, o presente e o futuro da cidade

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Em 2025, O Regional reafirmou o seu papel como guardião da memória coletiva e cronista da vida sanjoanense. Ao longo do ano, o jornal acompanhou a transformação da cidade, dando destaque ao património cultural, às iniciativas comunitárias

JANEIRO
A 1 janeiro de 2025 é anunciado no Jornal O Regional que o Museu do Calçado acolheu o lançamento do livro “Memórias de uma Jornada Belíssima”, do Cardeal D. Américo Aguiar. Durante a apresentação, o cardeal doou um par de sapatos ao museu e ofereceu um anel ao antigo presidente da Câmara Municipal, Jorge Vultos Sequeira, que integrou o património do município.
Ninho cegonhasAinda em janeiro, os dados da Marktest relativos a 2024 revelaram alterações no ranking dos melhores concelhos. São João da Madeira desceu para o 4º lugar, perdendo duas posições face ao ano anterior, enquanto Lisboa regressou ao topo. O estudo avaliou indicadores como “dinamismo demográfico, económico e qualidade de vida”, oferecendo uma visão clara sobre as forças e desafios do concelho.
O mês foi, igualmente, marcado pela remoção temporária do ninho de cegonhas da chaminé da antiga fábrica Nicolau da Costa & C.a Lda., autorizada pelo ICNF e pela Câmara Municipal. A intervenção, necessária para reforço estrutural, garantiu a preservação do ninho, que, mais tarde, foi reinstalado após as obras, mantendo um símbolo da história industrial e da biodiversidade da cidade.

FEVEREIRO
Em fevereiro, a Associação Desportiva Sanjoanense vendeu 90% da SAD por 1,5 milhões de euros a investidores colombianos. Também foi aprovada a cedência da exploração do Estádio Conde Dias Garcia à SAD, garantindo que o espaço continue disponível para eventos e iniciativas do clube.
O Rotary Club de São João da Madeira homenageou o agente José António Rodrigues pelo seu contributo na PSP e no Programa Escola Segura, “reconhecendo o seu trabalho junto de jovens e da comunidade.” A proposta de atribuição da medalha de mérito municipal ao agente foi posteriormente aceite.
Cerca de 60 mil tulipas coloriram rotundas e canteiros da cidade, num investimento de 17 mil euros, reforçando a identidade urbana de São João da Madeira nesta época do ano.
O encerramento do programa Norte 2020, na Oliva Creative Factory, debateu desafios e oportunidades para a região. O presidente da Câmara Municipal à época, Jorge Vultos Sequeira defendeu a confiança no poder local, enquanto a OCDE sublinhou a necessidade de melhorar serviços e integrar políticas territoriais.

MARÇO
A Câmara Municipal destacou que, desde 2017, já entregou 150 casas sociais, fruto da reabilitação do parque habitacional e de investimentos do programa 1.º Direito. À data, o município sublinhou que o impacto desta estratégia, que inclui obras, aquisição de imóveis e novas construções, “será sentido sobretudo nos próximos anos, reforçando a oferta de habitação pública” em São João da Madeira.
Prédio requalificado na Avenida de CasaldeloTambém em março, um encontro organizado pela ANIR reuniu cerca de 200 representantes para debater o futuro da imprensa regional, destacando o seu papel insubstituível na democracia e na proximidade às comunidades. O Jornal O Regional foi reconhecido pelo contributo histórico, num debate marcado por apelos ao reforço do apoio público ao setor, à preservação de arquivos e à sustentabilidade dos media locais.
O mês ficou ainda marcado por uma noite de música e solidariedade na Oliva Creative Factory, onde José Cid, Mário Mata e Duarte Pádua protagonizaram um concerto solidário em prol dos Bombeiros Voluntários de São João da Madeira. O espetáculo encheu a Sala dos Fornos e uniu várias gerações, cumprindo o objetivo de angariar fundos para a corporação.

ABRIL
Em abril, São João da Madeira viveu o Andebolmania 2025, que colocou a cidade no mapa do andebol juvenil, reunindo 163 equipas de Portugal e Espanha e 2.300 atletas. “O torneio promoveu amizade, convívio e inclusão, envolvendo mais de 175 voluntários e gerando um impacto económico superior a um milhão de euros.” As refeições centralizadas, a preocupação com a sustentabilidade e a app oficial do evento melhoraram a experiência dos participantes e visitantes.
No mesmo mês, a cidade conheceu a obra “OLIVA: A História por Contar (1925-2010)”, de Catarina Moreira, que revelou o impacto económico, social e cultural da histórica Metalúrgica Oliva. Ex-trabalhadores recordaram o orgulho e estatuto de trabalhar na empresa, destacando oportunidades de formação, solidariedade e laços humanos que permaneceram vivos.
Abril trouxe também desafios com um apagão ibérico de quase dez horas que afetou comércio, serviços e escolas. A Câmara Municipal e os Bombeiros garantiram geradores e combustível em instituições críticas, “demonstrando a resiliência da população e a coordenação das autoridades para minimizar os efeitos da falha elétrica”.

MAIO
Aniversario Bombeiros (1)A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de São João da Madeira celebrou 97 anos com uma cerimónia de homenagens, promoções e condecorações. O evento incluiu missa solene, romagem aos cemitérios e inauguração de uma nova viatura de transporte de doentes adquirida com apoio da Tech4Home. O presidente André Ribeiro destacou “o reconhecimento da comunidade e os avanços alcançados no último ano.”
No plano político, a Aliança Democrática venceu as legislativas em São João da Madeira com 32,86% dos votos, superando o PS que ficou com 30,34%. A derrota local de Pedro Nuno Santos teve impacto junto da população e a Coligação “A Melhor Cidade do País” confirmou que Paulo Cavaleiro continuará a representar a cidade na Assembleia da República.
Ainda em maio, no mercado laboral, a diretora do Centro de Emprego alertou para a instabilidade internacional e os efeitos imprevisíveis na empregabilidade, destacando “a falta de profissionais qualificados em setores como cuidados pessoais, hotelaria, restauração, construção e indústria”. À data, estavam inscritos 8.276 desempregados na região, dos quais 1.022 residiam em São João da Madeira, com média de idade de 42 anos.

JUNHO
Em junho, São João da Madeira foi identificada como um dos principais centros de revenda de droga de uma alegada rede criminosa que operava entre os distritos de Aveiro e Porto, desmantelada numa operação da GNR. Um edifício da cidade funcionava como ponto de venda, enquanto outro em Arrifana servia para armazenar e preparar droga. O processo envolveu 14 arguidos, acusados de tráfico agravado e associação criminosa.
No plano político, foi confirmada a candidatura de João Gomes Oliveira à Câmara Municipal de São João da Madeira pela coligação PSD/CDS-PP, agora, atual presidente. O candidato, que já exerceu funções como vereador e conhece bem a realidade da cidade, comprometeu-se “a ouvir cada sanjoanense e a devolver à cidade dinamismo, ambição e progresso”.
Ainda no mesmo mês, a Santa Casa da Misericórdia lançou a primeira pedra da nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados, com “previsão de 64 camas e investimento superior a seis milhões de euros, incluindo apoio do PRR e do município”. O ministro Castro Almeida destacou a visão de futuro e o trabalho da instituição, enquanto o provedor Francisco Nelson salientou a importância da cooperação entre Estado, município e entidade social.

JULHO
Em julho, o município voltou a mergulhar na memória cultural da cidade com a apresentação da biografia “João da Silva Correia – O Escritor Inquieto”. O livro, construído a partir de cartas inéditas, fotografias e testemunhos familiares, ofereceu aos sanjoanenses um retrato íntimo do autor de “Unhas Negras”. A obra reacendeu o orgulho local, recordando um escritor que enfrentou a censura e colocou a sua voz ao serviço da liberdade.
A Feira do Livro trouxe movimento à cidade e aproximou leitores de autores como Tiago Moita e Sara Dias Oliveira. Para muitos sanjoanenses, este encontro anual tornou-se “um espaço de conversa e descoberta, reforçado pelo aumento significativo de vendas.” As sessões de autógrafos reforçaram o vínculo entre a literatura e o quotidiano das famílias, além de projetar a importância da leitura como hábito comunitário.
O mês ficou ainda marcado pelo arranque do projeto de reabilitação da Biblioteca Municipal e pelo Passeio Sénior que levou cerca de 700 idosos a Tomar. A promessa de uma biblioteca renovada deu esperança a quem utiliza o espaço como ponto de estudo, cultura e convivência. Já o passeio foi para muitos uma rara oportunidade de sair de casa, rever amigos e recuperar a alegria do convívio.

SETEMBRO
Setembro trouxe nova vida à cidade com a abertura do Meliá São João da Madeira, que recuperou o Palacete dos Condes e o “transformou num hotel moderno e elegante”. O espaço renovado valorizou o centro urbano, atraiu visitantes e gerou novos postos de trabalho, devolvendo à comunidade um edifício histórico que volta a ter utilidade e movimento.
A Praça Luís Ribeiro encheu-se de energia com mais uma edição das Gin & Street Food Sessions, que voltou a juntar milhares de pessoas em dias de convívio e animação. “O evento reforçou o comércio local, deu visibilidade a marcas sanjoanenses e criou um ambiente que aproximou gerações”, tornando o centro da cidade num ponto de encontro vibrante.
O mês ficou também marcado pela inauguração de dois Centros Tecnológicos Especializados no Agrupamento Serafim Leite, visitados pelo ministro da Educação. Estas novas valências “trouxeram melhores condições de aprendizagem, aproximaram os alunos das tecnologias atuais” e reforçaram o reconhecimento nacional da qualidade das escolas de São João da Madeira.

OUTUBRO
Outubro foi marcado pela sondagem da IPOM, que mostrou incerteza total entre João Oliveira e Jorge Sequeira, candidatos à Câmara Municipal. A elevada indecisão “revelou uma cidade dividida e preocupada com questões do quotidiano, como estacionamento e estado das vias”, criando um ambiente político tenso durante todo o mês.
A situação do Hospital ganhou destaque quando a Santa Casa da Misericórdia assegurou que a unidade não ia encerrar e continuaria no SNS. O anúncio de novas especialidades e melhor resposta nos serviços trouxe algum alívio aos sanjoanenses, que temiam perder cuidados de saúde essenciais.
As eleições autárquicas confirmaram a mudança antecipada pela sondagem. João Oliveira venceu e pôs fim a oito anos de governação socialista, num resultado vivido com grande mobilização na cidade e que abriu um novo ciclo político.
Apesar da disputa apertada, PS e Coligação alcançaram entendimento para garantir estabilidade nos órgãos autárquicos. A cooperação foi bem recebida pela comunidade, que valorizou o compromisso em evitar bloqueios e assegurar um funcionamento político mais sereno.

NOVEMBRO
Novembro trouxe mudanças para a cidade. João Oliveira iniciou o mandato com a promessa de uma cidade mais moderna e ambiciosa. O novo Nó do IC2, a renovação da Praça Luís Ribeiro e a expansão tecnológica foram apresentados como “motores de desenvolvimento que poderão aliviar o trânsito, revitalizar o centro e criar novas oportunidades para jovens e empresas”.
A vida comunitária mostrou a sua força no Jantar Solidário dos Bombeiros, que reuniu 300 pessoas e confirmou a confiança dos sanjoanenses na corporação. O evento permitiu “reforçar equipamentos essenciais e estreitar laços com associações locais”, revelando um espírito de entreajuda que cresce ano após ano.
O mês ficou ainda marcado pelo lançamento do suplemento desportivo d’O Regional, que defendeu o desporto como instrumento de saúde pública e coesão social, e pela confirmação do atraso na obra do novo lar residencial da CERCI, um projeto aguardado por muitas famílias. A autarquia aumentou também o apoio aos cabazes de Natal, procurando garantir “um final de ano mais digno” para colaboradores municipais e famílias carenciadas.

DEZEMBRO
Bernardo LimaEm dezembro, o município celebrou o feito histórico de Bernardo Lima, jovem atleta sanjoanense que integrou a Seleção Nacional Sub-17 campeã do mundo. A conquista foi vivida com orgulho pela comunidade, destacando o “papel da formação desportiva local e afirmando a cidade como ponto de partida de talentos que alcançaram o mais alto nível internacional”.
O mês ficou também marcado pela atenção às situações de maior vulnerabilidade social. A descida acentuada das temperaturas levou a autarquia a reforçar a monitorização e a garantir estar preparada para ativar o Plano de Contingência para pessoas em situação de sem-abrigo, assegurando “respostas de acolhimento, apoio social e articulação entre várias entidades locais”.
Dezembro foi ainda atravessado pela greve geral nacional, a 11 de dezembro, que teve impacto direto no quotidiano dos sanjoanenses. O encerramento de escolas, os constrangimentos nos serviços de saúde e a adesão de trabalhadores municipais evidenciaram “a dimensão local de um protesto que refletiu preocupações laborais” sentidas em todo o país.
Ainda no decorrer deste mês, o jornal O Regional voltou a lançar o seu tradicional Especial de Natal, um suplemento que, ano após ano, reforçou o espírito comunitário da cidade, valorizando pessoas, histórias e iniciativas locais numa época marcada pela proximidade e pela partilha.
A última edição de dezembro destacou-se ainda por uma entrevista ao nome maior da moda sanjoanense, Miguel Vieira, que viaja pelo Natal da infância e pelas tradições que ainda hoje mantém.

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