Sociedade

Há mais de cem pessoas a aguardar vaga nas piscinas municipais

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É cada vez mais difícil conseguir vaga para frequentar a piscina municipal coberta. O cenário repete-se todos os anos, e, atualmente, há mais de uma centena de pessoas em lista de espera que “anseiam” por possíveis desistências.

Tem sido assim nos últimos anos, e S. João da Madeira não é caso único na Área Metropolitana do Porto (AMP), onde as vagas nos equipamentos desportivos não são suficientes face aos pedidos.
Há, atualmente, 110 pessoas a aguardar por uma entrada para as diferentes turmas da Escola de Natação na piscina interior, com 25 metros, dentro do Complexo Desportivo Paulo Pinto, e que dispõe de seis pistas, onde funciona a Escola Municipal de Natação. O espaço permite também períodos destinados a utilização em regime livre e a sessões de hidroginástica sénior.
A autarquia, explicou a ´O Regional’ que a Escola de Natação do Município “certificada com nível ouro” pelo programa “Portugal a Nadar”, da Federação Portuguesa de natação, funciona na piscina interior, as restantes estão encerradas fora da época balnear, e tem, anualmente, 623 vagas “já preenchidas”, distribuídas por 369 vagas para adultos, hidro-sénior, hidroginástica e natação para adultos, e “254 vagas para crianças e para bebés”.
A autarquia refere ainda que a lotação é de 623 pessoas, a ocupação é de 524 e, atualmente, estão criadas 35 turmas.
Esta parece ser uma realidade conhecida por muitos sanjoanenses há alguns anos. “Já o ano passado tentei colocar dois familiares e não consegui, e, este ano, ambos continuam em lista de espera, e sei que não vão entrar”, refere António Pinto.
Este também frequentador da piscina, “em regime livre”, defende que será muito difícil dar resposta aos sanjoanenses, principalmente quando o tanque recebe ainda utentes da CERCI, da Acais, da Psiquiatria de S. João da Madeira e de dois clubes de natação. Não há milagre com esta piscina. A Câmara Municipal nunca investiu aqui para dar resposta aos sanjoanenses. Foi uma pena termos perdido o projeto que nos ia orgulhar a todos”, refere este sanjoanense.
Por seu turno, Ana Pinho partilha da mesma opinião. “Não temos uma piscina capaz de dar resposta à população que aqui reside ou trabalha. É importante referir que já morreram dois jovens neste tanque”, lamenta.
Na cidade as piscinas há muito que estão repletas, e não resta alternativa, principalmente, a muitos encarregados de educação em ver o nome dos filhos na “grande lista de espera”, sempre com a esperança que haja desistências e que acabem, eventualmente, por ser chamados para as respetivas turmas., Matosinhos, Gondomar, Maia, e Paredes.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3958, de 19 de outubro ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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