Sociedade

Greve geral da Função Pública afetou vários serviços na cidade

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Hospital, tribunal, Loja do Cidadão e escolas foram os serviços públicos mais afetados com a greve , em S. João da Madeira. Sindicato garante que a greve só não teve um maior impacto na cidade devido à interrupção letiva

À semelhança do que aconteceu no resto do país, em S. João da Madeira, vários serviços foram afetados, com a greve da Função Pública, convocada para a última sexta-feira, dia 12, a poucos dias da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), que prevê aumentos salariais de um mínimo de cerca de 52 euros ou de 2% para a administração pública, no próximo ano.
A Frente Comum de Sindicatos exige aumentos salariais de “10% ou um mínimo de 100 euros” para a administração pública, e acredita que ainda há tempo para negociar com o Governo, apesar da votação do OE2023 acontecer já na próxima semana.
Ao contrário de muitas escolas de todo país, os alunos do ensino básico e secundário em S. João da Madeira não foram afetados diretamente pela greve porque, na cidade, nessa semana, decorreu a interrupção letiva. Na educação pré-escolar, as atividades de animação e apoio à família foram afetadas nos jardins de infância de Travessas, (50) Devesa Velha (50), Parque (60), Fundo de Vila (40) e Conde Dias Garcia com (30) alunos. No município, a adesão rondou os 10 por cento, com a adesão de49 trabalhadores municipais.
O tribunal esteve de portas abertas, mas com alguns serviços encerrados. Segundo fonte da instituição, apenas dois funcionários aderiram à greve, o que dificultou o atendimento telefónico e registos, “principalmente no período da manhã”. Nesse dia, “não estava nenhuma diligência agendada”.

S. João da Madeira é sempre uma cidade que adere bastante às greves”

Paulo Oliveira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local de Aveiro, assegurou a ‘O Regional’, que S. João da Madeira “não é o melhor exemplo” para o melhor balanço dos efeitos da greve da última semana, uma vez que as escolas na cidade estavam em paragem letiva, por força das avaliações – “logo o impacto não é tao forte”. “Tirando este motivo, S. João da Madeira é sempre uma cidade que adere bastante às greves”, lembra o dirigente, dando como exemplo os Agrupamentos Serafim Leite, Oliveira Júnior, a própria EB,3 “sempre com muita adesão. No entanto, o agrupamento João da Silva Correia é aquele onde sentimos sempre menor adesão por parte dos funcionários, onde dificilmente a escola encerra”.
Segundo o sindicalista, no Hospital de S. João da Madeira “vários serviços foram encerrados e outros foram assegurados com serviços mínimos”. A Loja do Cidadão “foram três os funcionários públicos que, ali, aderiram”.
O dirigente Sindical remata, afirmando que a greve teve um “forte” impacto no Distrito de Aveiro. “Tivemos apenas uma escola aberta, mas com um número muito reduzido de trabalhadores. Em jeito de exemplo, refere que em Santa Maria da Feira – “80 por cento das escolas estiveram sem aulas”.

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