
O empresário Alberto Pacheco (1934-2024), ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia, e dono da Heliotextil, morreu segunda feira, dia 3, aos 89 anos. Era conhecido como um homem de causas.
Alberto Pacheco nasceu a 19 de setembro de 1934, no lugar de Tagim, freguesia de Macieira de Cambra, no concelho de Vale de Cambra. Em 1948, veio estudar para o antigo Colégio Castilho, em S. João da Madeira, e foi ai que conheceu aquela que viria a ser a “mulher da sua vida”. O empresário e antigo provedor da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, faleceu esta semana, aos 89 anos. Era conhecido por ser um homem dedicado à sua terra, e a Creche da Santa Casa foi batizada com o seu nome. Além da sua vasta atividade empresarial, Alberto Pacheco desempenhou também funções como vereador da Câmara Municipal, membro da Assembleia Municipal e vice-presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários. O seu nome está ainda ligado desde a primeira hora, ao programa de Turismo Industrial na cidade.
Concluiu, em 1958, o curso de Contabilidade e Gestão, no antigo Instituto Comercial do Porto, e era funcionário numa empresa têxtil. Todavia, e já a viver em S. João da Madeira, continuou a trabalhar até meados de 1962, na terra que o viu nascer
Oriundo de uma família tradicional, dedicada à agricultura, era o segundo de cinco filhos. Munido de conhecimentos técnicos, ingressou na vida ativa em 1959, como empregado de escritório na “Moagem de Gaia”, onde permaneceu seis meses. O seu valor profissional viria a ser reconhecido pouco tempo mais tarde, e foi convidado a assumir a contabilidade na “Companhia Fabril de Salgueiros”.
Entretanto, em fevereiro de 1961, casa com Marlene da Silva Bulhosa Pacheco, descendente de um conhecido industrial de S. João da Madeira. Da união nasceram quatro filhos. Fruto da união. despertou em Alberto Pacheco a vocação de ser empresário, e, em 1962, a convite da sua nova família, ingressa na empresa da sogra, então denominada “V.ª de Alberto Rodrigues Bulhosa” e viria, ainda muito jovem, a assumir, os destinos da empresa Heliotextil, onde aprendeu a fazer um pouco de tudo.
Além de empresário, a política também fez parte da sua vida. Foi vereador da Câmara Municipal antes do 25 de Abril, numa altura em que era presidente o engenheiro Daniel Ferreira Pinto. Entre outros cargos, foi também membro da Assembleia de Freguesia, e vice-presidente dos Bombeiros Voluntários. Um valecambrense que, rapidamente, se tornou um filho da terra. Anos mais tarde, passa pela mesa administrativa da Misericórdia e chega mesmo a Provedor, substituindo Luís Quintino, cargo que desempenhou vários anos.
Quatro filhos, oito netos e três bisnetos. Era na família que encontrava a sua estabilidade, enquanto empresário e homem de causas. Em entrevista a ´O Regional’, pouco tempo antes de completar 88 anos (2022), assumia que tinha feito já tudo, e até mais do que aquilo que algum dia esperou fazer. “Agora, penso mais nos meus bisnetos, e no que o futuro, que se adivinha difícil, lhes trará”, assumia.
Alberto Pacheco sempre foi um homem discreto. Um verdadeiro senhor que abraçou, ao longo da vida, várias causas. Assumiu que gostava de, um dia, ser recordado “simplesmente pela pessoa que fui e sou. Um trabalhador que sempre soube respeitar tudo e todos.” “Notável dedicação a S. João da Madeira”
Trabalhadores da empresa prestaram, ontem, pela manhã, uma homenagem ao fundador e administrador da empresa, junto à entrada do edifício dois.
Ir para o conteúdo

