
O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível a nível mundial e continua a representar um desafio relevante na prática clínica, sobretudo porque pode evoluir de forma silenciosa durante muitos anos. No Hospital Lusíadas Santa Maria da Feira, o acompanhamento especializado e o acesso a tecnologia avançada permitem diagnosticar e controlar esta doença de forma cada vez mais eficaz.
“O conceito de glaucoma engloba um conjunto de neuropatias que têm em comum a destruição progressiva do nervo óptico, que é o elo de ligação entre o olho e o cérebro”, explica o Dr. Ricardo Lemos Reis, Oftalmologista do Hospital Lusíadas Santa Maria da Feira.
Uma doença que progride sem dar sinais
Uma das principais características do glaucoma é o seu curso silencioso. A perda progressiva das fibras nervosas do nervo óptico raramente afeta a visão central nas fases iniciais ou intermédias, o que faz com que muitos doentes não se apercebam da doença até fases avançadas.
“O glaucoma evolui tipicamente de forma assintomática durante muito tempo. A perceção da perda do campo visual periférico surge muitas vezes apenas através de pistas indiretas no dia-a-dia”, refere o especialista.
Essas alterações podem manifestar-se por uma maior tendência a tropeçar, a chocar com objetos ou móveis, sobretudo em ambientes menos familiares. Quando os sintomas se tornam evidentes, a doença encontra-se frequentemente num estádio já avançado.
Diagnóstico precoce: a chave para preservar a visão
O diagnóstico do glaucoma resulta, na maioria das vezes, de achados clínicos numa consulta de Oftalmologia, sendo depois confirmado e acompanhado com exames complementares específicos.
Entre os exames mais importantes destacam-se a Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que avalia estruturalmente o nervo óptico, e a perimetria computorizada, que permite estudar o campo visual e identificar perdas funcionais precoces.
“Estes exames são fundamentais não só para confirmar o diagnóstico, mas também para estadiar e vigiar a evolução da doença ao longo do tempo”, sublinha o Dr. Ricardo Lemos Reis.
Quando não é diagnosticado atempadamente, o glaucoma pode ter um impacto significativo na autonomia, na mobilidade e na qualidade de vida, limitando atividades como conduzir, caminhar em segurança ou realizar tarefas do quotidiano.
“Apesar de ser a segunda principal causa de cegueira irreversível no mundo, o glaucoma é tratável e controlável na vasta maioria dos casos”, sublinha o oftalmologista.
O especialista deixa uma mensagem clara à população: “o diagnóstico precoce, o acompanhamento regular por um Oftalmologista com experiência nesta área, bem como o cumprimento rigoroso do plano terapêutico são essenciais para preservar a visão ao longo da vida”.
Conheça os fatores de risco
Existem vários fatores de risco associados ao desenvolvimento do glaucoma. A idade é o principal, mas também têm relevância a hipertensão ocular, a história familiar positiva e patologias sistémicas como a Diabetes Mellitus.
“A vigilância regular a partir dos 40 anos é essencial para promover o diagnóstico precoce, particularmente em pessoas com fatores de risco”, reforça o Oftalmologista.
A abordagem à doença e os avanços terapêuticos
O objetivo do tratamento passa por bloquear ou retardar a progressão da doença, preservando a visão existente.
“O acompanhamento é sempre vitalício e não existe uma opção terapêutica que garanta sucesso por tempo indeterminado”, explica o especialista.
Nos últimos anos, o tratamento do glaucoma tem registado avanços significativos. A trabeculoplastia laser seletiva assumiu-se como primeira linha de tratamento em muitos casos, permitindo reduzir ou adiar o uso de colírios. Paralelamente, o desenvolvimento das cirurgias minimamente invasivas do glaucoma (MIGS) veio possibilitar intervenções em fases mais precoces da doença.
“Estas técnicas permitem melhorar o controlo da pressão intraocular, reduzir a dependência de medicação e aumentar a qualidade de vida”, destaca o Dr. Ricardo Lemos Reis.
Cuidados especializados no Hospital Lusíadas Santa Maria da Feira
O Hospital Lusíadas Santa Maria da Feira dispõe de uma equipa de Oftalmologia experiente e de tecnologia de última geração para o diagnóstico, estadiamento e tratamento do glaucoma, garantindo um acompanhamento próximo e diferenciado na Região.
Para informações ou marcação de consulta em Oftalmologia, contacte o Hospital Lusíadas Santa Maria da Feira. Este artigo é informativo e não substitui a avaliação médica personalizada.
Dr. Ricardo Lemos Reis cédula nº 45870 emitida pela Ordem dos Médicos, Oftalmologista no Hospital Lusíadas Santa Maria da Feira
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