
Quem entra na EB1/JI de Fundo de Vila, encontra uma escola funcional, criativa e que convida a uma viagem de “Vouguinha” pela história e cultura locais. O projeto de interiores, foi concebido pelos designers da DAM Hugo Silva e Joana Santos.
Há cuidado na escolha das cores e materiais e nada é deixado ao acaso. A inspiração nasce da história e cultura de S. João da Madeira e o resultado é um “espaço acolhedor, descontraído e divertido”, onde as crianças dão asas à imaginação, afirma o designer Hugo Silva. O projeto de interiores da EB1/JI de Fundo de Vila foi recentemente distinguido com uma menção especial na categoria de Interiores Educativos nos prémios internacionais A+Awards da reconhecida plataforma de arquitetura Architizier. A distinção, “entre tantos arquitetos e designers de todo o mundo”, orgulha a DAM, empresa da qual Hugo Silva e Joana Santos são co-fundadores. “ Isto motiva-nos a continuar a criar espaços que tenham um impacto positivo nas pessoas”, afirma a DAM em nota de imprensa enviada ao jornal “O Regional”.
Tudo surgiu de um desafio lançado em 2019 pelo município para o desenvolvimento de um projeto de design de interiores para a EB1/JI de Fundo de Vila, que estava a ser requalificada. O repto foi aceite e os designers inspiraram-se em elementos da história e cultura sanjoanenses, como o icónico “Vouguinha”, para criarem espaços funcionais e criativos. A “importância histórica” da Linha do Vouga é inegável, já que em tempos, lembra Hugo Silva, contribuiu “para o desenvolvimento económico e social do concelho, com a instalação de indústrias e a explosão demográfica”. Ainda hoje, o “Vouguinha” diz algo às gerações mais novas, sublinha o designer: “É para os adolescentes um meio de deslocação para a praia de Espinho durante as férias escolares, significando liberdade e lazer”. E é a ferrovia que conduz a comunidade escolar por um edifício onde é possível descobrir “uma chaminé, uma cegonha, uma árvore de cortiça, lápis gigantes ou uma casa na árvore”.
“O projeto é um desafio pedagógico inovador”
O projeto desenvolvido pela DAM pretende também inspirar novos modos de ensino e, para tal, assentou a reorganização de espaço em três pilares: flexibilidade, interatividade e participação. Assim surgiram “espaços multifuncionais e flexíveis, áreas de lazer amplas e interiores cheios de cor”. As salas de atividade, desenhadas para uma aprendizagem mais ativa, contêm equipamentos diferentes, para fomentar aprendizagens diversas. “Queremos convidar à aprendizagem em grupo com organizações flexíveis, contrariando o modelo tradicional de sala de aula com mesas e cadeiras individuais para todos os alunos”, refere a designer Joana Santos.
No edifício de dois pisos, há uma sala para refeições, uma sala para desporto e uma biblioteca com três funções distintas. Na escola com grandes janelas, a natureza diz “presente” através das madeiras usadas no mobiliário e da cortiça que reveste paredes. “A DAM criou a escola que qualquer um de nós gostaria de frequentar. O projeto é um desafio pedagógico inovador e inspirador e um marco no espaço educativo da nossa cidade”, assinala o presidente do município, Jorge Sequeira.
Interiores que contam histórias…
Instalada na cidade desde 2014, A DAM é especializada na criação de mobiliário e acessórios de elevada qualidade, que contam histórias e apelam a um estilo de vida sustentável. Inspirada pela cultura portuguesa e pela natureza, a empresa procura “que as pessoas se sintam bem nos espaços onde vão e onde vivem”.
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