
Natural de S. João da Madeira, Fernando Mota, provincial dos Franciscanos em Portugal, faleceu na última semana no Seminário da Luz, em Lisboa. Era franciscano há 41 anos e padre há 34. A missa de sétimo dia realiza-se amanhã, na igreja matriz.
Frei Fernando Valente da Silva Mota, (1951-2024) ministro provincial dos Franciscanos em Portugal, faleceu na última quarta feira, dia cinco, aos 73 anos, informou a paróquia de S. João da Madeira, em nota publicada nas redes sociais.
Frei Fernando nasceu em S. João da Madeira, a um de março de 1951, era filho de Manuel da Silva Mota e de Maria Helena Valente da Silva (já falecidos). Tinha seis irmãos. Vinha pontualmente à cidade, onde se encontrava com a família, para conviver com o grupo de amigos (nascidos em 52) e para participar em celebrações religiosas.
Era oriundo de uma família de sapateiros – uma arte que ele próprio chegou a exercer desde muito jovem. Segundo apurámos, o religioso estudou na antiga escola industrial em S. João da Madeira em período noturno e, durante o dia, trabalhava como sapateiro na empresa da família, assegurou a ´O Regional ‘o irmão António Augusto Mota, que acrescentou: “A nossa juventude, ao contrário de outros miúdos, era trabalhar e estudar”. Frei Fernando também esteve ligado a várias associações. Cumpriu serviço militar em Angola, durante a guerra colonial, onde esteve nos comandos e foi ainda cinturão negro de karaté. O familiar conta que o frei tinha um grande carinho pela sua cidade Natal. “Sempre que vinha para Braga ou Porto passava cá, nem que fosse para estar pouco tempo. A última vez que veio foi em agosto deste ano e até estávamos a preparar um almoço de família”. António Mota faz questão de lembrar que o seu irmão “celebrou a eucaristia o ano passado nas festas de S. João, em S. João da Madeira, convidado pelo padre Álvaro Rocha”, enfatiza.
Quem o conheceu, descreve-o como uma pessoa “calma, muito reservada, generosa e que dificilmente se irritava com alguém. Era ainda um grande servidor da Igreja. Muito dicado à Província e aos seus confrades e que adorava cuidar de plantas”. E foi a cuidar do jardim que faleceu. “Ele tinha lá um jardim maravilhoso. Um luxo”, revela ainda o irmão.
Fernando Mota era franciscano há 41 anos e padre há 34. Segundo soubemos, a vocação religiosa nasceu-lhe depois de uma experiência na comunidade monástica ecuménica de Taizé (França).
Na Ordem dos Frades Menores assumiu cargos como o de animador do curso de franciscanismo, entre 1991 e 1996, foi também coordenador e membro de estruturas de pastoral vocacional da OFM e da Confederação Nacional dos Institutos Religiosos. Foi ainda responsável de estruturas de formação de novos franciscanos, ecónomo provincial (2004 a 2016) e “guardião” (responsável) das fraternidades de Angra, Açores e Luz, entre 2016 e 2022.
Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 4001, de 12 de setembro de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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