Sociedade

Estudantes debateram e votaram propostas na Assembleia Municipal Jovem

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A organização, na Praça Luís Ribeiro, de uma feira cultural centrada no tema da diversidade da população de S. João da Madeira foi uma das propostas aprovadas - por unanimidade - na primeira sessão da Assembleia Municipal Jovem relativa ao presente ano letivo, realizada no início de março.
A data de 21 de maio, Dia Mundial da Diversidade, é apontada para a realização desse evento, sendo a proposta resultante da fusão de medidas propostas pelo Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite e pelo Centro de Educação Integral.
A ideia desta feira é proporcionar a divulgação da cultura e das tradições dos países de origem de cidadãos migrantes que residem em S. João da Madeira, nomeadamente ao nível da gastronomia, música e dança.
Complementarmente, é proposta a inclusão na “Cidade no Jardim” de um espaço de exposição dedicado à promoção da interculturalidade e da aceitação da diferença.
Numa sessão cujos trabalhos foram coordenados pela presidente da Assembleia Municipal - coadjuvada por secretários da Mesa eleitos entre os jovens deputados -, registou-se ainda a participação do presidente da Câmara, vereadores e outros autarcas.
Outra das propostas aprovadas surge na senda do projeto municipal “Aurora”, de apoio à vítima, no sentido do reforço do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Município, o que passará, por exemplo, pela criação de abrigos e casas de acolhimento para pessoas que sofrem situações de violência.
Esta proposta, também aprovada por unanimidade dos alunos e alunas presentes, resultou da fusão de medidas apresentadas pelos agrupamentos de escolas Dr. Serafim Leite Escolas Oliveira Júnior e pelo Centro de Educação Integral.
Foi aprovada uma terceira proposta - fusão de medidas dos agrupamento Dr. Serafim Leite e João da Silva Correia - igualmente com incidência na área social e de inclusão, para a criação de um grupo de apoio comunitário para pessoas vítimas de qualquer tipo de violência ou abuso.
Nesse âmbito, preconiza-se também o desenvolvimento de uma rede de apoio psicológico para refugiados e emigrantes nas escolas, com o “intuito de aumentar a integração dos jovens no âmbito escolar e da comunidade, de poderem partilhar as suas culturas e verem-nas valorizadas”.

Eleição de representante da AMJ
Antes da apresentação e debate das medidas defendidas por cada “bancada” da AMJ, procedeu-se à eleição do representante deste projeto, tendo a escolha recaído em Alice Fátima dos Santos, aluna do Centro de Educação Integral.
“O nosso alerta e a nossa ação pela paz e pelos direitos humanos” é o tema da edição da AMJ deste ano letivo (2023-2024). No total, são 36 jovens com assento neste órgão, que, além de intervirem nas assembleias, terão também a oportunidade de participar, gratuitamente, numa visita de estudo.
Envolvendo alunos do 4º ao 12º ano de escolaridade, a AMJ é uma iniciativa da Assembleia Municipal de S. João da Madeira, desenvolvida em articulação com a Câmara Municipal e as escolas do concelho, visando a promoção do papel cívico e intervenção social de crianças e jovens.

 

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