
A passada terça-feira ficou marcada pelo lançamento da primeira pedra na construção da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) da cidade, que contou com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida. O objetivo do projeto, cuja entidade promotora é a Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, é alargar o número de camas de internamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) para 64.
Após o lançamento da primeira pedra para a ampliação do lar de idosos Dra. Leonilda Matos, em Oliveira de Azeméis, nessa mesma manhã de terça-feira foi a vez de fazer o mesmo pela nova UCCI, que será instalada num terreno propriedade da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, na Avenida Manuel Luís Leite Júnior. 13 de maio de 2026 é a data prevista para a conclusão da empreitada, cujo investimento total é de 6.168.983,20 euros, contando com 2.639.200,00 euros de apoio financeiro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), bem como 619.689,90 euros do município sanjoanense.
Após a assinatura do contrato de adjudicação da empreitada, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira dirigiu-se aos representantes da Casais, S.A., empresa responsável pela obra. “Foi um namoro muito rápido. Terminou com este momento [assinatura do auto de consignação] e, naturalmente, vamos agora ter as núpcias – o período de construção – e esperar que tudo corra bem para que tenhamos o copo d’água no final”, afirmou Francisco Nelson. Elogiando o papel dos envolvidos, o provedor enfatizou que agora será “possível realizar a vontade” dos provedores antecessores.
Para o presidente do município sanjoanense, “é de inteira justiça” reconhecer “a grande capacidade empreendedora” da Santa Casa da Misericórdia. “Isto releva a solidez da instituição, a sua capacidade de gestão e de organização e a sua capacidade de acreditamento no mercado financeiro”, enumerou Jorge Vultos Sequeira, realçando que são fatores que fazem com que a instituição seja a maior IPSS do distrito de Aveiro e “uma das mais relevantes” do país. À semelhança do que foi referido pelo provedor Francisco Nelson, o edil sublinhou o papel “promotor e pioneiro” do ex-provedor Pais Vieira, que esteve na génese do projeto, e destacou também a conjugação da intervenção do Estado, da entidade do setor social e do município. “Esta cooperação tripartida é um exemplo a seguir”, considerou.

Na intervenção do ex-presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira e atual ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida recordou o tempo em que começou a ser construído o primeiro edifício naquele complexo social. “O espaço era enorme para as pretensões da época e acautelou várias outras realizações durante dezenas de anos; mas não foi capaz de suportar 50 anos de crescimento da Misericórdia”, começou por dizer. “Esta Misericórdia é um caso notável de uma instituição que está sempre a pensar no futuro, sempre a ambicionar mais longe e sempre a fazer trabalho de qualidade”, declarou. Castro Almeida reconheceu que o Estado “cumpre melhor a sua função” se “acoplar ao seu trabalho” instituições de solidariedade social, como o caso das Misericórdias, e agradeceu o “permanente estado de insatisfação” da Santa Casa. “Acompanho a Misericórdia há muitos anos – tive o gosto de ser presidente da Assembleia Geral da Misericórdia até ao dia em que entrei no governo – e a ideia que tenho é que a Misericórdia está sempre a pensar na obra seguinte”, comentou o ministro, classificando esse estado de espírito como “fantástico”.
Castro Almeida enfatizou, ainda, uma marca da Misericórdia de S. João da Madeira que “vem de há muitos anos”. “Não dispensa, nunca, o apoio da Câmara Municipal para os investimentos em que se mete. Não dispensa e faz bem; e o município participa e faz bem. Cada um está a fazer o seu papel”, afirmou o ministro, destacando a “sintonia permanente” com a autarquia e apelando para que essa “assim continue”. “Junta-se aqui dinheiro público com dinheiro do município, assim como dinheiro da instituição, que obtém emprestado; sabemos todos que é de boas contas”, observou. Por último, o ministro da Economia e da Coesão Territorial enalteceu o espírito “destes homens corajosos das IPSS”. “Que todos os demais tenham impulso de trabalho para a comunidade como têm os da mesa administrativa desta Santa Casa da Misericórdia”, concluiu Castro Almeida.
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