Sociedade

ERT 2 destruída pelas chamas

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Um incêndio numa das unidades da empresa ERT, cuja principal área de negócio é o fabrico de componentes para o interior de automóveis, ficou destruída pelas chamas na passada semana. No local estiveram mais de uma centena de operacionais.

É reconhecida como uma das principais empresas da Zona Industrial das Travessas, em S. João da Madeira. A ERT 2, do grupo multinacional homónimo, cuja empresa-sede iniciou a sua atividade em 1992 na área da laminação de têxteis para revestimentos de calçado, e, em 2000, alargou a sua componente tecnológica ao sector automóvel, ficou destruída, na última quinta-feira, dia 26, pelas chamas.
O alerta para o incêndio foi dado às 18h40 e rapidamente os Bombeiros Voluntários chegaram ao local com dezenas de operacionais, para combaterem as chamas, uma vez que a empresa está a cerca de 300 metros do quartel operacional. Testemunhas deram conta a ‘O Regional’ que as primeiras horas no combate às chamas “foram muito violentas”, e as “elevadas temperaturas” que se faziam sentir nessa tarde “provocaram algumas dificuldades nas operações dos bombeiros”.
No local estiveram mais de uma centena de bombeiros, de todo o distrito de Aveiro, e viaturas de serviço no local, que se juntaram nesta “união” para combaterem as chamas e evitarem que o fogo se propagasse às unidades vizinhas. A empresa, que empregava cerca de 50, pessoas ficou “totalmente destruída”, segundo deu conta, na altura, aos jornalistas, o Presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira. Em jeito de balanço, o autarca explicou que a resposta da empresa “foi extraordinária e inspiradora, pois foi dada de imediato a garantia de manutenção dos 50 postos de trabalho afetados. E a empresa vai ser reconstruída”.
O autarca lembra que foi ativada uma equipa das Águas de São João para o local e uma retroescavadora da Câmara Municipal, entre outro pessoal da proteção civil. “Quero agradecer aos bombeiros envolvidos no combate, pois a sua ação foi decisiva para confinar o incêndio. Atuaram de forma muito corajosa e competente. Agradeço igualmente à PSP, que mobilizou meios de vários pontos do distrito para o local do sinistro”, enfatizou.

Quatro bombeiros levados para o Hospital

O comandante Normando Oliveira, dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira e coordenador municipal da Proteção Civil, também confirmou que a empresa ficou “praticamente destruída no seu interior”, já que este “tipo de incêndios desenvolvem muito rapidamente, devido ao combustível que há disponível. Estamos a falar de tecidos e colas”. Na ocorrência, quatro bombeiros foram transportados para o Hospital. “Dois, que se encontravam em estado de exaustão. Outro com traumatismo num pé, e o quarto com queimaduras de primeiro grau numa perna”, refere Normando Oliveira.
Segundo apurámos, os postos de trabalho destes trabalhadores “não estarão em risco”, uma vez que se trata de um grupo com outras unidades. A coluna de fumo negro que se ergueu pelo céu foi vista a 40 quilómetros de distância do local do fogo, e que rapidamente despertou a curiosidade de muitos populares, que partilharam imagens nas redes sociais, e outros que se deslocaram para o local.
O fogo foi dado como dominado por volta das 21h30, mas envolveu longas horas no procedimento de rescaldo, revelou o responsável pelas operações de socorro. Quanto às causas do incêndio, ainda estão por apurar. Para o local deslocaram-se agentes da PSP e da Polícia Judiciária, para os procedimentos de investigação.
Os Bombeiros de S. João da Madeira agradeceram, horas depois, nas redes sociais, “a toda a população que mobilizou, para o teatro de operações, água para todos os operacionais envolvidos, a todos os negócios locais que disponibilizaram mantimentos e também a restaurantes, que permitiram refeições a todos os operacionais”.
A nossa reportagem tentou o contacto com João Brandão, CEO do Grupo, mas o mesmo não foi possível até ao fecho da nossa edição.
De salientar que as diferentes unidades da empresa em S. João da Madeira vem empregando cerca de 250 trabalhadores. Além de Portugal, a ERT também está presente em Espanha, Alemanha, República Checa, Bélgica, Roménia, Turquia e México.

  • Incêndio em números
    127 agentes da proteção civil
    115 bombeiros
    12 agentes da PSP
    47 veículos
    14 corporações (entre as quais de Arrifana, Fajões, Vale de Cambra, Espinho, Esmoriz, Castelo de Paiva e Aveiro).
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