Sociedade

ERIH quer “um turismo industrial que distribui o fluxo por todo o território”

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S. João da Madeira recebeu o congresso ERIH PT23, no início desta semana. O evento é organizado pela ERIH, que é a maior rede de parceiros na área do património industrial na Europa e contou com cerca de 200 inscritos

O Congresso ERIH PT23 decorreu na Sala dos Fornos da Oliva Creative Factory, em S. João da Madeira, no início desta semana (segunda-feira, dia 30, e terça-feira, 31 de janeiro).
Encerrando as comemorações do 11.º Aniversário do programa de Turismo Industrial de S. João da Madeira, estes dois dias de trabalhos contaram com cerca de 200 inscritos e intervenções de representantes de várias instituições ligadas à gestão e manutenção do património industrial.
Javier Portas, do Conselho de Administração da ERIH salientou a importância de conhecer os esforços que os principais espaços relacionados com património industrial de Portugal estão a fazer. Recordando brevemente a história da indústria, o responsável frisou como as nossas tecnologias e métodos rapidamente se estenderam, e destacou também o papel “duro” dos sindicatos que levaram a que os trabalhadores tivessem direitos.
Sublinhando que a EIRH tem como objetivo descobrir e dar a conhecer a dimensão europeia da industrialização, oferecendo experiências do que é a história coletiva, através do conhecimento e visitas a lugares, Javier Portas deu nota de que a entidade que representa tem informação sobre mais de 2200 sítios em toda a Europa, contando com mais de 300 sócios, de 30 países. Em Portugal, tem oito sócios, indicou, destacando o município de S. João da Madeira.
O responsável falou ainda sobre os países do sul da Europa e a aposta que está a ser feita nestes territórios. “A industrialização, tanto em Portugal como em Espanha, foi mais tardia do que em países como a Grã-Bretanha, Polónia ou Bélgica, e também foi mais tarde quando nos convencemos de que a história da indústria forma parte da nossa identidade”, frisou. Contudo, “mesmo que tenhamos entrado mais tarde nas redes europeias, não quer dizer que somos menos importantes, temos de empoderar-nos”, vincou.

*Cátia Cardoso

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