Sociedade

Dia Mundial da Árvore marca aposta tecnológica na cidade

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A cidade de São João da Madeira assinalou antecipadamente o Dia Mundial da Árvore com um conjunto de iniciativas que colocam o arvoredo urbano no centro da agenda ambiental e urbana do concelho. A sessão decorreu na Casa da Natureza do Parque do Rio

A nova plataforma, agora disponível para consulta pública, reúne informação detalhada sobre mais de 12 mil árvores existentes no espaço urbano do concelho, constituindo uma ferramenta estratégica para a gestão ambiental. O sistema permite conhecer a localização, espécie, idade estimada, dimensão e estado fitossanitário de cada exemplar, funcionando também como instrumento de apoio à decisão técnica e à intervenção no espaço público.
De acordo com os dados apresentados, o arvoredo urbano do concelho está atualmente avaliado em cerca de 13 milhões de euros. A plataforma assume ainda um papel relevante na relação com os cidadãos, que permite reportar ocorrências, sugerir intervenções e acompanhar a gestão das árvores.
O presidente da Câmara Municipal, João Oliveira, sublinhou a importância desta ferramenta como instrumento de proximidade e transparência, afirmando que “é fundamental envolver os cidadãos na identificação de situações, na circulação de informação e na monitorização do estado das árvores”. O autarca destacou ainda o equilíbrio como princípio central da atuação municipal, reforçando que “a gestão do arvoredo tem de proteger as árvores, mas também garantir a segurança das pessoas e a mobilidade urbana”.
Neste contexto, o município tem vindo a adotar uma estratégia assente em avaliações técnicas rigorosas, onde promove intervenções como podas ou remoções apenas quando estritamente necessário. O objetivo passa por manter e, sempre que possível, aumentar o número de árvores no espaço urbano, assegurando simultaneamente a segurança e a qualidade de vida dos munícipes.
A componente técnica da gestão é sustentada por um inventário detalhado e dinâmico, conforme explicou Vera Neves, que destacou a dimensão do trabalho desenvolvido. “Temos uma base de dados muito extensa, com cerca de 65 mil registos de informação por árvore, o que nos permite conhecer o histórico e tomar decisões fundamentadas”.
A responsável acrescentou que o inventário é também um instrumento essencial para priorizar intervenções, referindo que “a partir da análise do risco, conseguimos identificar as árvores que necessitam de maior atenção e atuar de forma preventiva, garantindo a segurança sem comprometer o desenvolvimento das árvores”.
Entre os dados mais relevantes, destaca-se a existência de cerca de 400 árvores removidas nos últimos anos, 17 quedas registadas e 298 caldeiras atualmente vazias, elementos que permitem ao município planear futuras plantações e intervenções. Paralelamente, cerca de 9.500 árvores estão sujeitas a podas programadas, ajustadas às necessidades específicas de cada exemplar e às condições do espaço urbano.
A gestão do arvoredo inclui ainda a implementação de tratamentos fitossanitários, nomeadamente contra pragas que afetam a saúde das árvores. Estes tratamentos são realizados de forma contínua, exigindo acompanhamento técnico e repetição ao longo do tempo, uma vez que “as pragas não desaparecem de forma imediata e exigem um controlo constante”, como explicou a responsável.
Outro dos eixos estratégicos prende-se com a plantação de novas árvores e a criação de condições adequadas ao seu desenvolvimento. O município tem vindo a substituir pavimentos rígidos por materiais permeáveis nas zonas envolventes às árvores, permitindo a correta circulação de água e evitando problemas estruturais nos passeios.
A nova plataforma digital inclui ainda funcionalidades de apoio aos serviços municipais e aos projetistas, que permitem integrar a informação do arvoredo nos projetos urbanos e garantir maior coerência na intervenção no espaço público. Esta integração facilita a preservação das árvores existentes e previne impactos negativos em futuras obras ou requalificações.
Para além da componente tecnológica, o Dia Mundial da Árvore foi também assinalado com a inauguração da exposição “As nossas árvores”. A mostra resultou do trabalho conjunto da comunidade educativa e de utentes de instituições do concelho, que desenvolveram projetos criativos inspirados nas árvores dos seus espaços verdes.
Segundo Vera Neves, “estas atividades permitem que a mensagem seja interiorizada de forma mais eficaz, porque os participantes não apenas observam, mas também criam e interagem com os materiais, desenvolvendo uma ligação mais profunda com o conhecimento”. A responsável destacou ainda a importância de envolver diferentes gerações, referindo que tanto crianças como idosos contribuíram com trabalhos criativos.

 

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