Sociedade

Compostores comunitários começam a funcionar até ao final do ano

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Estruturas já estão instaladas nas zonas de Fundo de Vila e da Mouriusca-Parrinho, numa iniciativa inserida no projeto municipal “Da Terra à Terra”, desenvolvido no quadro do plano de apoio às comunidades desfavorecidas da AMP Sul

O reforço da compostagem é uma realidade crescente em São João da Madeira, que irá registar um novo impulso ainda no corrente ano, já que está prevista, até ao final de dezembro, a entrada em funcionamento de 13 “ilhas” compostores comunitários adquiridos e instalados pela Câmara Municipal, com apoio de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito do projeto “Da Terra à Terra”, desenvolvido no quadro do plano de apoio às comunidades desfavorecidas da Área Metropolitana do Porto (AMP) Sul.
Esses recipientes, que já se encontram instalados nas zonas de Fundo de Vila e da Mourisca-Parrinho, visam permitir que os moradores locais aí coloquem os biorresíduos que produzem nas suas habitações, por forma a que esses resíduos orgânicos sejam transformados em composto natural que será fornecido às famílias que o pretendam usar nas suas plantas ou para utilização no espaço público. Daí resultarão “vantagens económicas para os munícipes e vantagens ambientais para a cidade”, realça Vera Neves, responsável da Unidade de Ambiente da Câmara Municipal.
Assim, “é criada uma solução junto à produção de resíduos que permite reciclar e transformar restos alimentares e vegetais adequados num fertilizante natural”, o que vem “potenciar a sustentabilidade da gestão de resíduos e dar cumprimento ao que se encontra definido na legislação em vigor” nesta matéria.

Compromisso Zero Resíduos

Refira-se que S. João da Madeira – juntamente com Guimarães e Vila de Rei - é pioneiro na subscrição de um compromisso Zero Resíduos, impulsionado em Portugal pela associação ZERO. O Município compromete-se, assim, a reduzir, até 2030, a produção de resíduos, promovendo a reutilização, a compostagem doméstica e compostagem comunitária, bem como um sistema de recolha seletiva mais eficaz e eficiente.
A entrada em funcionamento destes 13 compostores comunitários será um contributo nesse sentido, tal como as hortas comunitárias também criadas na cidade no âmbito do mesmo projeto municipal “Da Terra à Terra”, espaços esses igualmente contemplados com compostores para “possibilitar a produção na origem de fertilizante natural, visto o resultado da compostagem permitir a integração nas hortas deste corretivo de solos que permitirá torná-los mais ricos em nutrientes, com maior retenção de ar e água”, de acordo com informação da autarquia.
Essas hortas comunitárias, localizadas junto das comunidades do Parrinho/Mourisca e de Fundo de Vila/Orreiro, oferecem aos munícipes a oportunidade de cultivarem, de forma biológica, produtos hortícolas e frutícolas, num processo que promove também a convivência e a partilha entre os utilizadores. Com um financiamento global por parte do PRR de cerca de 340 mil euros, este investimento contempla ainda a realização de ações de sensibilização e a educação ambiental tendo em vista um melhor aproveitamento das hortas comunitárias.
Paralelamente a este projeto, o Município promove a compostagem doméstica, tendo procedido já à entrega de mais de 300 equipamentos a outras tantas habitações que o solicitaram. Quanto à recolha de biorresíduos porta-a-porta, atualmente são mais de 2.100 os pontos de recolha nos sectores doméstico e não doméstico na cidade.


  • Fundo de Vila, Parrinho e Mourisca são as zonas abrangidas
    Encontram-se distribuídos por três zonas da cidade
    As 13 ilhas de compostagem comunitária que vão entrar em funcionamento este ano em São João da Madeira encontram-se já instaladas nas zonas de Fundo de Vila e da Mourisca-Parrinho, nos seguintes arruamentos:
    - Rua A do Orreiro (2 “ilhas”)
    - Av. Manuel Luís Leite Júnior (1)
    - Rua Santa Maria da Feira (2)
    - Praça da República (1)
    - Rua José Moreira (1)
    - Rua do Poder Local (1)
    - Travessa do Parrinho (1)
    - Rua Alberto Rodrigues Bulhosa (1)
    - Rua Vitorino Nemésio (1)
    - Rua António Sérgio (1)
    - Rua da Mamoinha (1).
    Os moradores interessados em participar devem contactar o número de telefone gratuito 800 206 869 ou enviar mensagem de e-mail para ambientesjm@cm-sjm.pt.

  • O que é a compostagem?

A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam os resíduos orgânicos num material semelhante ao solo, a que se dá o nome de composto: um fertilizante natural rico em nutrientes para usar em jardins, hortas e plantas de interior, melhorando a qualidade do solo e promovendo o crescimento
saudável das plantas.
De acordo com informação disponibilizada pelo município, cerca de 40% dos resíduos produzidos correspondem a matéria orgânica (biorresíduos), que pode ser tratada localmente através deste processo
Na compostagem comunitária, os elementos de uma comunidade fazem uso de compostores partilhados e podem beneficiar do composto assim produzido, usando-como fertilizante natural.


  • O que vai ser possível depositar nos compostores comunitários

Restos de frutos e vegetais como talos, folhas e cascas; Saquetas de chá (sem agrafos nem plásticos), borras e filtros de café; Aparas de relva, folhas, flores e plantas sem tratamentos, doenças ou sementes;
Resíduos de podas inferiores a 10 cm; Cascas de ovos.

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