
Uma onda de assaltos e furtos voltou a alarmar a população de São João da Madeira, que reclama mais presença policial e guardas-noturnos. Em outubro foram registadas 48 ocorrências criminais no concelho – “todas” relacionadas com crimes contra o património –, segundo dados da PSP.
O Comandante Distrital, superintendente António José Monteiro, releva que entre os ilícitos mais frequentes estão furtos em estabelecimentos comerciais – sobretudo de produtos alimentares e tabaco – além de furtos em residências, viaturas e ao interior de viaturas. Em declarações a `O Regional´, o responsável exterioriza que estes números “refletem um aumento de apreensão entre os moradores, que têm vivido dias marcados por sucessivos assaltos” e enfatiza que “o padrão registado no concelho exige atenção contínua”.
De acordo com a estrutura distrital da PSP, as equipas no terreno “reforçam o patrulhamento habitual com ações de visibilidade, gestão de ocorrências e maior proximidade com os residentes”, procurando detetar situações que possam originar novos ilícitos. De acordo com o superintendente António José Monteiro, a “meta” passa por reduzir a incidência de furtos através de uma presença mais regular e ajustada às necessidades da cidade, sem nunca identificar os locais, ruas ou zonas que foram assaltadas.
No plano preventivo, aconselha que as portas das habitações sejam sempre trancadas, que se vigie o acesso às garagens dos condomínios e que qualquer marca suspeita junto às entradas seja comunicada de imediato.
Recomenda ainda a manutenção de alguma iluminação de presença, a não divulgação de rotinas nas redes sociais, o armazenamento de jóias em cofres e a distribuição do dinheiro guardado em casa. “Perante qualquer suspeita de tentativa de arrombamento, deve ser acionado o 112”, acrescenta.
Quanto às viaturas, sugere o estacionamento em zonas amplas e iluminadas, a retirada de objetos de valor ou documentos do interior, a verificação dos vidros e o trancamento das portas, mesmo durante ausências curtas.
O responsável máximo da PSP de Aveiro afiança que continuarão a ajustar o dispositivo policial, “procurando responder à inquietação manifestada pelos moradores”.
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