
A nove de novembro, uma missa vai marcar o dia grande do Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, que assinala 87 anos de história – “Celebrar esta data é, de certa forma, homenagear quem contribuiu para a sua construção”, destaca António Correia
O Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, também conhecido como Capela do Parque, vai assinalar no próximo dia nove de novembro o 87.º aniversário da sua inauguração com uma Eucaristia às 11h00, celebrada em sufrágio de todos os fundadores e benfeitores. No final da cerimónia será colocado um ramo de flores no Monumento dos Fundadores, gesto que marca todos os anos esta efeméride.
As comemorações começam a seis de novembro, data exata da inauguração do santuário, com uma oração mariana agendada para as 21h00. A comissão zeladora convida todos os sanjoanenses a participar nas celebrações e a homenagear quem contribuiu para a construção deste espaço religioso.
Se há quem chame Capela do Parque, outros preferem designá-la por Santuário de Nossa Senhora dos Milagres – denominações que refletem o carinho e o reconhecimento dos sanjoanenses por este local de devoção.
Erguido com os donativos da população de São João da Madeira, o Santuário de Nossa Senhora dos Milagres nasceu da vontade de uma comissão formada em 1930 e foi inaugurado a seis de novembro de 1938, em cerimónia presidida pelo então bispo do Porto. De inspiração neorromânica, o templo situa-se no Parque Nossa Senhora dos Milagres – um dos espaços verdes mais apreciados da cidade – e apresenta na fachada uma imagem em mármore de Cristo crucificado. No interior, destaca-se a escultura em madeira de Nossa Senhora dos Milagres.
António Correia, membro da comissão zeladora, sublinha a importância histórica e simbólica do espaço. “O Santuário de Nossa Senhora dos Milagres é um marco na nossa cidade, sendo visitado durante o ano por vários turistas e excursões. Celebrar os 87 anos da sua inauguração é, de certa forma, homenagear quem contribuiu para a sua construção”, afirmou.
O responsável destaca ainda que o santuário continua a ser muito procurado. “É um local escolhido para casamentos, bodas de prata e de ouro. Também acolhe eucaristias semanais e atividades de catequese. É um espaço agradável, envolto por um parque onde se respira natureza”, acrescentou.
Todos os anos, a comissão convida os familiares dos fundadores e benfeitores a participarem na celebração, mantendo viva uma tradição de gratidão e memória. Questionado sobre o futuro, António Correia admite que ainda não há planos definidos para o centenário. “Como o centenário ainda está longe, ainda não decidimos. Por agora, o foco está em celebrar os 87 anos deste santuário e o significado que continua a ter para a comunidade sanjoanense”, referiu.
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