Sociedade

BE denuncia habitação municipal onde “entra chuva e frio”

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Há marcas de humidade, tetos e paredes negras, janelas que não vedam, infiltrações. O cenário “intolerável” descrito pelo BE, que exige “obras imediatas”, é o de uma habitação municipal junto à rua da Mourisca onde “entra chuva e frio”.

O caso que chegou ao conhecimento do BE é, para a deputada Eva Braga, sinal que o município “não está a garantir a qualidade de habitação” na cidade. Num requerimento enviado à autarquia, a deputada Eva Braga reivindica “obras imediatas” para por fim a uma situação que considera “intolerável”. Há “marcas de humidade e de infiltrações”, “tetos e paredes negras, com bolor, tinta descascada, a caixilharia está estragada, com portas de varandas que não fecham e janelas que não vedam, a humidade estraga os armários da cozinha. Entra chuva e frio, a casa tem de estar constantemente a ser limpa. A empresa municipal já foi alertada, mas a situação continua”, denuncia a deputada. No requerimento, Eva Braga pede respostas a várias questões: Quando é que o apartamento será reparado, porque é que a câmara não agiu antes e quantas casas municipais apresentam problemas semelhantes.
Questionado pelo jornal “O Regional”, o município adianta que o apartamento vai ser reabilitado “na sequência da aprovação da candidatura ao programa 1º Direito, em 2022”. A autarquia esclarece que foi contratado, pela empresa de condomínio responsável, um especialista que irá elaborar o relatório de patologias, uma “peça obrigatória para apresentar na candidatura ao financiamento”. “Cinco dos 10 apartamentos da entrada de que faz parte a fração a que se referem as queixas” já foram alvo de visita pelo referido técnico, “estando em fase de elaboração do relatório que será apresentado na próxima reunião de condomínio, a marcar a breve trecho”, acrescenta.
A câmara municipal dá ainda nota que, em dezembro de 2022, um técnico da Habitar S. João visitou o apartamento, “tendo procedido à reparação da porta da varanda, bem como informado da necessidade de arejamento para evitar as manchas de condensação”. A câmara adianta também que “no âmbito do programa 1.º Direito, se procederá à realização de obras de substituição da cobertura, de caixilharias e de colocação de isolamento exterior, para além da resolução de todas as anomalias detetadas no interior das habitações”.

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