
No âmbito da comemoração do Dia Internacional das Cidades Educadoras, a Câmara Municipal promoveu esta semana um debate nos Paços da Cultura, que contou com a participação de estudantes das escolas sanjoanenses e a moderação da presidente da CPCJ
“A participação das crianças na cidade educadora, é um compromisso que nós queremos assumir enquanto Câmara Municipal, porque é nisso que nós acreditamos”. As palavras são do vereador da Educação da autarquia de São João da Madeira e foram proferidas na abertura do debate que decorreu nos Paços da Cultura, nesta terça-feira, para assinalar o Dia Internacional das Cidades Educadoras. Na sua intervenção, Pedro Gual defendeu a importância de se construir “uma cidade participada por toda a gente”.
O tema deste ano foi precisamente “A participação das crianças na Cidade Educadora”, que deu mote ao debate dos Paços da Cultura, promovido pela Câmara Municipal, em colaboração com as escolas do concelho, com a moderação de Alexandra Guimarães, presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de São João da Madeira. A sessão teve início com a atuação de turmas do 1.º ciclo da Escola de Fundo de Vila, que interpretaram o Hino das Cidades Educadoras, envergando “t-shirts” alusivas ao tema, pintadas por alunos das nove escolas básicas de S. João da Madeira, em contexto de ATL.
Antes do debate propriamente dito, o vereador Pedro Gual referiu-se a outras iniciativas que decorrem nas escolas da cidade, como a Assembleia Municipal Jovem, que a autarquia quer “incentivar e fazer com que a participação seja cada vez maior”, porque “vêm precisamente dos mais jovens” muitos contributos para “construir uma cidade mais inclusiva, uma cidade mais amiga para todos, uma cidade onde todos queiramos viver”.
Ouvir “ideias, opiniões e sonhos”
Perante uma plateia de estudantes e docentes dos estabelecimentos de ensino sanjoanenses, registou-se a participação ativa de oito alunos e alunas, entre os 9 e os 14 anos, de diferentes estabelecimentos de ensino da cidade, nomeadamente dos Agrupamentos de Escolas Dr. Serafim Leite, João da Silva Correia e Oliveira Júnior, assim como do Centro de Educação Integral.
O debate decorreu em torno da aplicação prática dos princípios presentes na Declaração Universal dos Direitos da Criança e na Convenção sobre os Direitos da Criança, “dois documentos importantes, efetivamente, que lembram a todos os países do mundo que as crianças têm o direito de serem educadas, de aprenderem, de serem protegidas e de participarem na vida da comunidade”, como referiu a presidente da CPCJ local.
Nesse sentido, Alexandra Guimarães considerou este debate realizado no auditório dos Paços da Cultura como uma oportunidade para ouvir “ideias, opiniões e sonhos” dos estudantes intervenientes, bem como para conhecer o que pensam que “deve ser uma cidade, neste caso São João da Madeira, e como deve respeitar e valorizar as crianças”.
Direitos e deveres
Conduzida de forma descontraída e empática, a conversa fluiu com o envolvimento de todos os intervenientes que estiveram em palco e que abordaram diversos assuntos que foram introduzidos no debate, apresentando as suas perspetivas, dando exemplos e expressando opiniões, além de responderem, no final, a um vasto conjunto de perguntas dos seus colegas presentes na plateia, que se revelaram muito participativos.
Ao longo de cerca de uma hora e meia, falou-se de assuntos de grande atualidade e muito marcantes para as crianças e jovens, com destaque para o “bulliyng”, uma manifestação de violência intencional sobre vítimas indefesas que é imperioso combater, designadamente em meio escolar.
Desenvolveram-se igualmente ideias sobre os direitos mais importantes para as faixas etárias em apreço – e não só – como os direitos à educação, à saúde, à habitação e a ser livre. Mas, porque também há deveres, realçou-se ainda a grande importância de acolher bem quem chega de outros países e de dizer “não” à discriminação.
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