Associação Empresarial coloca professores de cursos técnicos em contacto com equipamentos de “difícil acesso às escolas”

Cerca de 20 professores saíram da sala de aula e conheceram a realidade da Robótica Industrial no terreno. Para alguns tratou-se de uma desmistificação do “bicho papão” que é a robótica.
Em declarações a ‘O Regional’, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI), Paulo Barreira, começou por destacar que o primeiro Workshop de Robótica Industrial, orientado pela ATEC - Academia de Formação, teve como principal objetivo “proporcionar aos professores o contacto com equipamentos industriais atualizados, de custo muito elevado e de difícil acesso às escolas”, permitindo o contato com a realidade industrial. “Para alguns participantes é uma desmistificação do bicho papão que é a robótica”, e poderá mesmo ser uma “via de acesso a alguns professores à robótica didática, mais acessível às escolas, onde se podem mesmo ensinar os conceitos da robótica e da programação a alunos, desde o primeiro ano até ao 12.º”, enfatiza este responsável.
O evento decorreu no último dia cinco, quinta-feira, e juntou cerca de duas dezenas de professores de três agrupamentos - Serafim Leite e João da Silva Correia, de S. João da Madeira e Soares de Basto, de Oliveira Azeméis, das áreas técnicas do ensino secundário profissional de eletrónica, automação, informática, mecatrónica, mecânica.
Paulo Barreira lembra que o Laboratório é o fruto mais recente da Rede Escola-Empresa, promovida pela ACI, com as escolas da região. “Esta rede, única no país”, tem entre os objetivos “acelerar o empoderamento técnico e social dos nossos jovens”. O responsável máximo da Associação acrescenta que o laboratório, nos últimos sete anos, permitiu aos alunos do ensino secundário profissional e dos cursos de especialização tecnológica, “o acesso a materiais técnicos, em quantidade e diversidade necessária para a formação”. Entre as prioridades está ainda o atrair dos jovens para a região, proporcionando condições “ímpares” para o desenvolvimento das suas competências. Barreira reforça que a ACI “pretende estar atenta e próxima das necessidades de formação dos seus associados”.
“Há uma grande falta de pessoas com conhecimentos profundos de robótica
e automação ”
De salientar que, além da robótica, esta iniciativa trabalha uma área “critica”, em termos de disponibilidade de pessoas para a sociedade em geral, que é a programação. “Todos sabemos que há uma grande falta de pessoas com conhecimentos profundos de automação e robótica, nomeadamente de programadores”, remata Paulo Barreira.
Segundo a CEI by Zipor, a existência da rede escola-empresa e dos laboratórios colaborativos “é a concretização prática da criação de oportunidades para a fixação dos jovens na região”, através da “valorização humana e aquisição de competências técnicas ímpares fundamentais para a competitividade das empresas”.
Ir para o conteúdo
