Sociedade

“As marchas são já uma marca da cidade”

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Na véspera da noite de São João, Avenida da Liberdade voltou a receber o brilho das marchas populares. Mais de 2500 marchantes mostraram o resultado de várias semanas de trabalho.

Mais de 2500 marchantes voltaram a encheram a cidade de cor e muita tradição, num evento que marca todos os anos as Festas de S. João, em S. João da Madeira. Jovens dos agrupamentos de escolas da cidade e do CEI, elementos de várias instituições sanjoanenses, nomeadamente da Santa Casa da Misericórdia, da Universidade Sénior do Rotary Club voltaram a sair de casa, engalanados, enchendo de movimento e alegria o tradicional desfile, junto do edifício da autarquia. Ali não há vencedores. Uma a uma, mostraram o resultado de várias semanas de trabalho, de muito trabalho, perante o público numeroso e entusiasta que as aplaudia.
Mariana Reis e Mariana Vieira são alunas do Centro de Educação Integral e não esconderam, no fim da atuação, a satisfação da sua participação nas marchas de 2023. “É algo que não fazemos todos os dias. É bom acompanhar este processo da criação das roupas, os ensaios e é bom sentir que fazemos parte desta tradição que são as marchas na cidade”. As duas jovens assumem a ‘O Regional’ que as aulas de teatro e de dança que ambas frequentam “ajudam” nesta experiência, que consideram “única”, e que todos os anos aguardam pela sua realização. Antónia Correia era uma dos milhares de pessoas que assistiam ao desfile das marchas. Aguardava a passagem do seu neto, que frequenta a EB1 Fundo de Vila. “É muita gente. Já o vi a passar na Avenida da Liberdade e, agora vou tentar ver se o apanho noutro ponto”.
Antónia enaltece o trabalho desenvolvido pelas escolas, desde a criação das “roupas, coreografias, a criação dos temas, as cores que se misturam, destacando as bonecas com vida”. O ´Regional’ encontrou ainda mães e pais orgulhosos e crianças entusiasmadas com toda a dinâmica, sendo para alguns a primeira oportunidade de participar nas marchas da cidade.

Marchas juntaram cerca de 50 mil pessoas

Ali tudo voltou a ser pensado ao pormenor. Apesar do tempo ser sempre “muito pouco” para que alunos, professores e encarregados de educação possam conciliar, em simultâneo, várias atividades, unindo esforços, ano após ano, para que nada falhe, e tudo esteja pronto a tempo. Os trajes começam todos os anos a ser preparados no início do 3.º período, mas o grande corre-corre é sempre nas últimas semanas que antecedem o desfile, para que as cores e os arcos se destaquem na festividade. Segundo fonte da organização, o dia das marchas terá reunido aproximadamente 50 mil pessoas. Coube à Santa Casa da Misericórdia a abertura do desfile, seguiu-se o Centro de Educação Integral, Universidade Sénior, que fez a sua estreia no evento. Seguiram-se os agrupamentos Dr. Serafim Leite, Oliveira Júnior e, a finalizar, o agrupamento João da Silva Correia.

“Uma marca da cidade”

Para Irene Guimarães, Vereadora da Educação, as “marchas são já uma marca na cidade”, e constituem um “daqueles eventos” que integram o Projeto Educativo Municipal de “maior relevância” para toda a comunidade educativa. Preparado com muito “brio, cuidado e relevante empenho” pelas instituições, escolas e jardins-de-infância da cidade, culminou, na última quarta feira, “com um extraordinário desfile de cor, de alegria e de animação, onde as crianças e os adultos tiveram um tão especial relevo”, diz a vereadora.
Trata-se de uma tradição com cerca de 30 anos, e é todos os anos um motivo de grande orgulho para quem assiste e, principalmente, para quem participa. Irene Guimarães destacou a “enorme gratidão e reconhecimento” para com todas as pessoas que contribuíram para a edição deste ano, com especial destaque para responsáveis das instituições, educadores, docentes, não docentes e as famílias que “evidenciaram um enorme e afincado envolvimento nesta tradição que queremos manter viva e muito animada”.

 

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