Sociedade

Agosto: um mês problemático para os pais?

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Agosto pode ser sinónimo de preocupação para os pais, uma vez que não têm onde deixar os seus filhos enquanto estão a trabalhar. No concelho sanjoanense, há respostas para este problema, de forma a que os encarregados de educação respirem de “alívio”

“Acredito que para os encarregados de educação seja reconfortante ir trabalhar e saber que os filhos estarão entregues a caras conhecidas, que estarão a divertir-se e a fazer novas amizades”, considerou a coordenadora da direção técnica do ATL Artes e Traquinices, Rita Fernandes. Durante o mês de agosto, este espaço acolhe todas a crianças da rede de ATL Artes e Traquinices no edifício da Ludoteca. Além de assegurar uma resposta aos pais, as crianças “saem do ritmo do ano letivo normal”.
Até ao momento, contabilizam-se cerca de 100 crianças inscritas, sendo que a sua frequência é distribuída pelas semanas de acordo com as necessidades dos encarregados de educação. Apesar de o ATL estar limitado ao espaço da Ludoteca, Rita Fernandes apontou que conseguem “uma resposta considerável”. Além das salas da Ludoteca, dispõem também do pavilhão da Creche Alberto Pacheco. “Conseguimos acolher uma média de 60 crianças por semana”, avançou a coordenadora, acrescentando que a afluência aumentou no pós-pandemia. “Até então, a frequência rondava as 50 crianças inscritas e desde 2020 que contabilizamos com inscrições perto da centena”, informou Rita Fernandes, adiantando que em 2023 registaram a inscrição de 115 crianças.
Para Ana Gomes, mãe de um menino de oito anos, esta rede está “sempre disponível” para os mais pequenos e para os respetivos progenitores. “É muito importante que haja um ATL aberto para combater as necessidades das famílias, pois há muita gente que trabalha em agosto”, afirmou a encarregada de educação. “Estou muito satisfeita porque este ATL trabalha em prol do bem-estar das crianças. O empenho e dedicação das técnicas e da coordenadora são de enaltecer; a equipa é organizada e com uma boa gestão”, descreveu.
O ATL dá primazia às atividades ao ar livre, em que as crianças usufruem do espaço exterior da Ludoteca para dinamizar jogos e brincadeiras “com muita água”. “Os meninos adoram as atividades com balões de água e as tradicionais ‘mangueiradas’. Promovemos também idas às piscinas municipais e piqueniques no Parque da Nossa Senhora dos Milagres”, exemplificou Rita Fernandes, garantindo que a ideia é tentar “refrescar o mais possível” as crianças, de forma lúdica e “sempre longe das tecnologias”.

“Não teria onde deixar o meu filho”

Maria Chicó tem um filho de 10 anos que frequenta o ATL Gente Miúda há seis anos. Agosto é sinónimo de trabalho para esta mãe e, por isso, esta resposta revela-se “fundamental”. “De outra forma, não teria onde deixar o meu filho. O ATL Gente Miúda é como uma segunda família para ele, para nós”, afirmou a encarregada de educação. “Como emigrantes que não têm retaguarda familiar, esta resposta é essencial. Sei que o meu filho se diverte no ATL e que é acarinhado pela equipa”, realçou Maria Chicó.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3998, de 25 de julho de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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