Sociedade

A minha cidade fala sobre saúde mental!

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Pessoas iguais num mundo desigual

A onda pandémica que se abateu sobre a população colocou a saúde (e a doença) mental nas bocas do mundo.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê “um impacto grande e prolongado” na saúde mental mundial e frisa que “não é apenas o medo de ser contagiado que afetaram a saúde mental da população”, mas também “o stress provocado pelas desigualdades socioeconómicas e os efeitos do confinamento, do fecho das escolas e locais de trabalho”. De facto, as desigualdades intensificaram-se com o aparecimento do SARS-CoV2 e acentuaram as dificuldades vividas pela população, tais como dificuldades no acesso aos cuidados de saúde.
A OMS reconhece ainda que os cuidados de saúde estão acessíveis de forma desigual às pessoas (dependendo do nível de riqueza, género, etnia, raça…), tanto entre os países como dentro de fronteiras. A desigualdade no acesso a serviços de saúde mental está patente também e é reforçada em grande parte devido à falta de investimento, comparativamente com o orçamento geral para os restantes serviços de saúde. Esta desigualdade prejudica especialmente as mulheres ao longo da sua vida, como constato na minha prática profissional e como reforça a antiga eurodeputada Beatriz Basterrechea: “As desigualdades entre homens e mulheres são mais visíveis quando se trata de saúde mental”. Assim, e tomando o tema lançado pela Federação Mundial da Saúde Mental – A Saúde Mental num mundo desigual – parece-me imperativo refletir sobre a saúde mental no feminino e as desigualdades inerentes à diferença de género.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3860 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 7 de outubro de 2021

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