Sociedade

6º Treino da Rabanada percorreu as ruas da cidade

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Entre estreias e regressos fiéis à tradição de acordar cedo para participar, o Treino da Rabanada alcançou a sexta edição com um número recorde de participantes, reunindo cerca de 200 pessoas que, no passado dia 24, percorreram as ruas da cidade

Com encontro marcado às 7h30, no Parque da Nossa Senhora dos Milagres, o percurso seguiu para o mercado municipal, onde os corredores tiveram a oportunidade de desejar boas festas aos comerciantes, por quem foram recebidos com entusiasmo. Seguiu-se até casa do médico Flores Santos Leite, para contemplar a sua tradicional decoração de natal. O grupo passou ainda pelos Paços da Cultura e pela praça Luís Ribeiro, antes do regresso ao parque dos Milagres, que culminou com as tradicionais rabanadas e o vinho do Porto.
Para além da corrida, de cerca de 8km, há uma caminhada, de 5km, passando pelos mesmos pontos, onde são feitos registos fotográficos com toda a gente.
O Treino da Rabanada é organizado informalmente por um grupo de amigos, através da sua dedicação voluntária. Pretende juntar os diferentes amantes da corrida que, durante o resto do ano, percorrem sozinhos ou em grupos mais pequenos as ruas de S. João da Madeira. Mas não só. Esta edição contou também com corredores de outros concelhos, como Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, Espinho, Porto e Arouca.
E nem o famoso Grinch faltou ao Treino da Rabanada. Entre as novidades do 6º Treino da Rabanada está também a existência de uma bicicleta vassoura a fechar a corrida.
“A cada edição procuramos criar um momento inicial com um pequeno desafio, fomentando o espírito natalício e reforçando a componente de convívio e lazer deste treino”, refere Rodolfo Andrade, um dos mentores da iniciativa.
“O Treino da Rabanada só faz sentido com a adesão da população e o crescimento destes anos mostra que as pessoas gostam da iniciativa e que a acarinharam de tal forma que se tornou emblemática”, sublinha.
Cátia Cardoso fez a sua estreia no Treino da Rabanada e saiu com vontade de repetir. A participante realçou o carácter “acessível da corrida”, pensada também para iniciantes, sublinhando a forma como a prática desportiva se “articula com o convívio” entre quem corre ou caminha e a cidade.
A iniciativa marcou, afirmou, o início da véspera de Natal de forma “realmente extraordinária”. A adesão de participantes vindos de fora de São João da Madeira é, na sua leitura, um “reflexo do impacto do evento dentro e fora do concelho”, devendo esse envolvimento funcionar como “motor para a continuidade” do Treino da Rabanada em cada 24 de dezembro.

Partilha e boa disposição marcaram o ritmo da iniciativa

Nuno Saramago defende que o Treino da Rabanada é mais do que um simples momento para correr. Apesar de começar cedo, às 7h30, o encontro anual consegue “mobilizar vários grupos de corrida de São João da Madeira e de concelhos vizinhos, criando um ambiente marcado pela partilha, pela boa disposição e por um forte espírito comunitário”.
O carácter agregador é, sublinha, o traço mais distintivo da iniciativa. “Pessoas de diferentes idades, ritmos e origens” encontram na corrida um ponto de encontro comum, num percurso onde, durante alguns quilómetros, “não há clubes rivais nem tempos a bater”, mas conversas, sorrisos e o prazer de correr em conjunto.
O Treino da Rabanada assume também, na sua leitura, um “papel simbólico” ao levar o espírito natalício às ruas e aos espaços municipais. Num período dominado pela correria das compras e pelos compromissos familiares, o treino surge como um “convite a viver o Natal de forma mais saudável, ativa e próxima da comunidade”, enfatiza.
Há ainda um argumento difícil de ignorar. Entre rabanadas, sonhos e outros excessos típicos da época, a iniciativa ajuda a “aliviar o peso na consciência”, equilibrando os exageros natalícios com movimento e bem-estar.
No final, resume Saramago, o Treino da Rabanada mostra que a corrida “pode ser mais do que desporto, afirmando-se como convívio, celebração e uma forma simples e genuína de viver o Natal, passo a passo”. Saliente-se que mesmo os sanjoanenses que não participam neste já tradicional treino revelam entusiasmo com a sua existência, o que se torna visível nas palavras, buzinas e acenos com que vão saudando os corredores.
Recorde-se que, na primeira edição do Treino da Rabanada, eram apenas 15 pessoas a correr na cidade. A iniciativa cresceu exponencialmente, nestes seis anos, afirmando-se já como uma marca consolidada do natal em São João da Madeira.
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